Wagner em Bayreuth – Friedrich Nietzsche

Wagner em Bayreuth – Friedrich Nietzsche

O encontro entre Wagner e Nietzsche é dos mais significativos na história da cultura alemã. O jovem Nietzsche tinha apenas começado sua carreira como professor e filólogo quando se tornou amigo de Wagner, compositor já conhecido, com quem partilhava a profunda paixão pela música e o fascínio pelo mundo da música e da tragédia grega. Parte das conseqüências intelectuais e estéticas do intenso diálogo que se desenvolveu entre eles traduz-se nesse ensaio, Wagner em Bayreuth, “Quarta consideração extemporânea”, de Nietzsche. Procurando adotar o ponto de vista de Wagner, ele apresenta e comenta o projeto artístico e ao mesmo tempo político de Bayreuth. Ainda em fase de construção quando Nietzsche escreveu esse ensaio, o teatro de Wagner em Bayreuth só seria concluído depois, com o apoio do rei Ludwig da Baviera e de inúmeros amigos do compositor, que se empenharam em divulgar e angariar recursos para o audacioso projeto. Nietzsche reflete aqui sobre a significação filosófica desse empreendimento, que seria a concretização da idéia wagneriana de que a arte não se resume a uma forma de expressão cultural; é uma poderosa força de resistência, o ponto de partida para a radical transformação das estruturas da sociedade moderna. No perfil que traça de Wagner, ele procura questionar a delimitação de fronteiras entre arte e vida, argumentando que se deve pensar o artista e a obra do ponto de vista da vida.

Ao longo do ensaio, Nietzsche comenta, além do inaugural ciclo do Anel dos nibelungos, outras óperas de Wagner, cujas sinopses compõem um anexo ao final deste volume. Essa edição brasileira conta ainda com a esclarecedora introdução e notas explicativas de Anna Hartmann Cavalcanti.

Wagner em Bayreuth – Friedrich NietzscheO encontro entre Wagner e Nietzsche é dos mais significativos na história da cultura alemã. O jovem Nietzsche tinha apenas começado sua carreira como professor e filólogo quando se tornou amigo de Wagner, compositor já conhecido, com quem partilhava a profunda paixão pela música e o fascínio pelo mundo da música e da tragédia grega. Parte das conseqüências intelectuais e estéticas do intenso diálogo que se desenvolveu entre eles traduz-se nesse ensaio, Wagner em Bayreuth, “Quarta consideração extemporânea”, de Nietzsche. Procurando adotar o ponto de vista de Wagner, ele apresenta e comenta o projeto artístico e ao mesmo tempo político de Bayreuth. Ainda em fase de construção quando Nietzsche escreveu esse ensaio, o teatro de Wagner em Bayreuth só seria concluído depois, com o apoio do rei Ludwig da Baviera e de inúmeros amigos do compositor, que se empenharam em divulgar e angariar recursos para o audacioso projeto. Nietzsche reflete aqui sobre a significação filosófica desse empreendimento, que seria a concretização da idéia wagneriana de que a arte não se resume a uma forma de expressão cultural; é uma poderosa força de resistência, o ponto de partida para a radical transformação das estruturas da sociedade moderna. No perfil que traça de Wagner, ele procura questionar a delimitação de fronteiras entre arte e vida, argumentando que se deve pensar o artista e a obra do ponto de vista da vida.

Ao longo do ensaio, Nietzsche comenta, além do inaugural ciclo do Anel dos nibelungos, outras óperas de Wagner, cujas sinopses compõem um anexo ao final deste volume. Essa edição brasileira conta ainda com a esclarecedora introdução e notas explicativas de Anna Hartmann Cavalcanti.