Visões da Noite – Ambrose Bierce

Visões da Noite – Ambrose Bierce

O americano Ambrose Bierce (1842-1914?) era louro, alto e irresistível para as mulheres. Como jornalista, era brilhante, brutal e tinha tantos inimigos quanto admiradores. Era também sarcástico e agnóstico, quase herege, mas, escrevia contos de terror que o tornaram um dos principais discípulos de Edgar Allan Poe.

Visões da noite é uma coletânea das histórias mais macabras de Bierce. Em muitas delas, há um homem caminhando sozinho por uma floresta, à noite, sem saber se está acordado ou sonhando – e se é uma vítima ou um assassino. Em outras, as pessoas desaparecem misteriosamente.

Na vida real, Bierce partiu para o México em 1913, na época da guerra civil, e sumiu. Nunca se soube o que aconteceu com ele. Pode ter sido o seu último gesto de humor negro: deu a sim próprio o destino de seus personagens.

O poeta, contista e jornalista Ambrose Bierce (1842, 1914?) é uma avis rara no cenário da literatura americana, pouco conhecido e difundido, talvez porque lhe tivesse faltado o Baudelaire que um Poe teve, não obstante o halo de lenda que cercou sua vida. Enquanto jornalista, dono de uma causticidade que lhe deu o apelido de bitter Bierce (amargo Bierce), colecionou inimigos. E ficcionista – decepcionado com os vivos – fez-se tão íntimo das sombras dos mortos que acabou ele mesmo por tornar-se o personagem que faltava ao conto “Cruzando o Umbral”, mercê de seu estranho desaparecimento – sem deixar traços – no México revolucionário de Pancho Villa, em 1914, ano que consta como sendo o de sua morte. Realidade e ficção são indestrinçáveis em sua obra, que se pode classificar, sem medo de errar, de única, e que agora, graças à seleção, tradução e elucidativa introdução de Heloisa Seixas, chega ao grande público brasileiro.

 Visões da Noite - Ambrose Bierce fantasmas Ambrose Bierce

 Visões da Noite - Ambrose Bierce fantasmas Ambrose Bierce   O americano Ambrose Bierce (1842-1914?) era louro, alto e irresistível para as mulheres. Como jornalista, era brilhante, brutal e tinha tantos inimigos quanto admiradores. Era também sarcástico e agnóstico, quase herege, mas, escrevia contos de terror que o tornaram um dos principais discípulos de Edgar Allan Poe.

Visões da noite é uma coletânea das histórias mais macabras de Bierce. Em muitas delas, há um homem caminhando sozinho por uma floresta, à noite, sem saber se está acordado ou sonhando – e se é uma vítima ou um assassino. Em outras, as pessoas desaparecem misteriosamente.

Na vida real, Bierce partiu para o México em 1913, na época da guerra civil, e sumiu. Nunca se soube o que aconteceu com ele. Pode ter sido o seu último gesto de humor negro: deu a sim próprio o destino de seus personagens.

 O poeta, contista e jornalista Ambrose Bierce (1842, 1914?) é uma avis rara no cenário da literatura americana, pouco conhecido e difundido, talvez porque lhe tivesse faltado o Baudelaire que um Poe teve, não obstante o halo de lenda que cercou sua vida. Enquanto jornalista, dono de uma causticidade que lhe deu o apelido de bitter Bierce (amargo Bierce), colecionou inimigos. E ficcionista – decepcionado com os vivos – fez-se tão íntimo das sombras dos mortos que acabou ele mesmo por tornar-se o personagem que faltava ao conto “Cruzando o Umbral”, mercê de seu estranho desaparecimento – sem deixar traços – no México revolucionário de Pancho Villa, em 1914, ano que consta como sendo o de sua morte. Realidade e ficção são indestrinçáveis em sua obra, que se pode classificar, sem medo de errar, de única, e que agora, graças à seleção, tradução e elucidativa introdução de Heloísa Seixas, chega ao grande público brasileiro.

 

 

 

 

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