Varejo de livros apresenta queda de 10% no primeiro trimestre de 2016

Varejo de livros apresenta queda de 10% no primeiro trimestre de 2016

O primeiro Painel das Vendas de Livros no Brasil de 2016, divulgado pela Nielsen e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) em março, apontava um crescimento expressivo na ordem de 14,9% no faturamento, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na ocasião, Ismael Borges, gestor da Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora a venda de livros, ressaltou que o crescimento era explicado pela antecipação da volta às aulas e também pela alta do dólar que puxou para cima o preço de livros importados, que ganharam importância no período. Na época, Ismael alertou ainda que era necessário esperar os próximos períodos para que pudesse avaliar se se tratava de uma tendência de recuperação. O próximo período chegou e o SNEL e a Nielsen acabam de divulgar os resultados do Painel de 2016, trazendo dados de fevereiro e março e apontando quedas sucessivas tanto no volume quanto no faturamento e um “momento delicado no mercado”.

A conclusão é do Painel das Vendas de Livros no Brasil divulgado pelo SNEL e Nielsen

O primeiro Painel das Vendas de Livros no Brasil de 2016, divulgado pela Nielsen e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) em março, apontava um crescimento expressivo na ordem de 14,9% no faturamento, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Na ocasião, Ismael Borges, gestor da Bookscan, ferramenta da Nielsen que monitora a venda de livros, ressaltou que o crescimento era explicado pela antecipação da volta às aulas e também pela alta do dólar que puxou para cima o preço de livros importados, que ganharam importância no período. Na época, Ismael alertou ainda que era necessário esperar os próximos períodos para que pudesse avaliar se se tratava de uma tendência de recuperação. O próximo período chegou e o SNEL e a Nielsen acabam de divulgar os resultados do Painel de 2016, trazendo dados de fevereiro e março e apontando quedas sucessivas tanto no volume quanto no faturamento e um “momento delicado no mercado”.

No segundo período, que vai de 26 de janeiro a 22 de fevereiro, foram vendidos 2.993.536 exemplares, contra 3.481.613 no mesmo período de 2015. Isso representa queda de 14,02%. Em faturamento, a queda foi de 6,62%, caindo de R$ 153.748.645,68, em 2015, para R$ 143.572.159,99 nesse ano.

A queda se manteve no terceiro período, que vai de 23 de fevereiro a 22 de março, quando livrarias e supermercados venderam 2.752.062 exemplares contra 3.303.595 no mesmo período do ano anterior, variação negativa de 16,69%. Em termos de faturamento, a queda no terceiro período foi de 9,73% indo de R$ 132.771.127,23 em 2015 versus R$ 119.850.963,94, em 2016.

No acumulado do ano, apesar dos números promissores de janeiro, o painel aponta queda de 9,9% no volume de vendas, caindo de 10.272.460 exemplares vendidos nas 12 primeiras semanas de 2015 para 9.255.593 no mesmo período desse ano. O faturamento, no entanto, manteve-se estável. Em 2015, foi de R$ 431.580.797,04 contra R$ 430.101.471,88 no mesmo período de 2016, resultando em ligeira queda de 0,34%.A estabilidade no faturamento se deu graças ao aumento de preços. O desconto médio nos segundo e terceiro períodos permaneceu estável, mas teve um aumento de 1,78 pontos percentuais no primeiro trimestre, o que mostra, na opinião da Nielsen, uma tendência de livrarias e editoras em fazer promoções para conter a queda das vendas.

“Se fatores envolvendo ajuste de preço de títulos e datas móveis geraram concentração de vendas de didáticos / CTPs, trazendo um início de ano com números vistosos, esse mesmo vigor não permaneceu nos dois períodos seguintes. O primeiro semestre anuncia ao mercado que é hora de reagir em nome de não assumir a tendência de queda”, comenta Ismael.

“Sabemos que 2016 será um ano difícil para todos. Imagino que as incertezas políticas tiveram influência na queda de vendas de março e espero que este cenário se reverta. Nos próximos três meses, teremos ainda o impacto dos livros de colorir, que representaram 11% das vendas totais no segundo semestre de 2015, sem que haja um fenômeno semelhante para substituí-los”, aponta Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

Clique aqui e e acesse a íntegra do relatório.

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