Um Homem Torturado; Nos passos de frei Tito de Alencar – Leneide Duarte-Plon, Clarisse Meireles

Um Homem Torturado; Nos passos de frei Tito de Alencar – Leneide Duarte-Plon, Clarisse Meireles

Contar a história de Tito é se debruçar sobre o momento histórico da ditadura civil-militar, instalada em plena guerra fria, quando a luta contra o comunismo era a principal preocupação do bloco ocidental liderado pelos EUA. A ditadura, que se instalou com o incrível nome de revolução, fechou o Parlamento, governou com os atos institucionais e colocou na prisão os opositores políticos que resistiam com ou sem armas. Frei Tito foi um dos que não se calaram e preferiram combater a ditadura sem armas, com a força das ideias e dos ideais de justiça social. Na Universidade de São Paulo, onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Assim como Tito, outros frades foram encarcerados porque eram considerados “terroristas” por terem feito a “opção preferencial pelos pobres” pregada pelo Concílio Vaticano II. Eram “subversivos” por praticarem um Evangelho que tenta transformar o mundo. Eram “perigosos” porque pregavam a liberdade e a igualdade. O “ópio do povo” estava do outro lado, do lado da Igreja conservadora que não entendia aquele combate.

Contar a história de Tito é se debruçar sobre o momento histórico da ditadura civil-militar, instalada em plena guerra fria, quando a luta contra o comunismo era a principal preocupação do bloco ocidental liderado pelos EUA. A ditadura, que se instalou com o incrível nome de revolução, fechou o Parlamento, governou com os atos institucionais e colocou na prisão os opositores políticos que resistiam com ou sem armas. Frei Tito foi um dos que não se calaram e preferiram combater a ditadura sem armas, com a força das ideias e dos ideais de justiça social. Na Universidade de São Paulo, onde participava ativamente do movimento estudantil, Tito chegou a ter momentos de dúvida e de incerteza sobre a possibilidade de conciliar Marx e Cristo. Assim como Tito, outros frades foram encarcerados porque eram considerados “terroristas” por terem feito a “opção preferencial pelos pobres” pregada pelo Concílio Vaticano II. Eram “subversivos” por praticarem um Evangelho que tenta transformar o mundo. Eram “perigosos” porque pregavam a liberdade e a igualdade. O “ópio do povo” estava do outro lado, do lado da Igreja conservadora que não entendia aquele combate.

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