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Trópico de Câncer – Henry Miller

Por meio de uma narrativa densa e subjetiva, Miller desfia seu passado em Nova York durante os anos 1920 – antes de embarcar para Paris e fazer da capital francesa a sua festa individual. O autor combina memórias e ficção para criar um manual de liberdade e criatividade. Trópico de Capricórnio mostra o porquê de a literatura de Miller ter sido festejada por nomes como T. S. Eliot, Ezra Pound e George Orwell, juntando-se a eles no cânone intelectual do século 20.

Como tantos escritores que emigraram para a Paris dos anos 1920-30, o norte-americano Henry Miller experimentou na capital francesa tudo o que há de bom e de ruim na condição de exilado voluntário: o desenraizamento, a liberdade, o desespero, a vida anárquica e boêmia, a falta de dinheiro.

Narrado em primeira pessoa, Trópico de Câncer (1934) é o resultado literário dessa experiência, um confronto direto entre o vigoroso individualismo de Miller e o mundo caótico e ameaçador do entreguerras.

Sem obedecer a uma seqüência linear, o romance se estende pelos bulevares da cidade, entra em suas pensões baratas, se embebeda nos cafés ordinários, convive com uma multidão de artistas e intelectuais igualmente desenraizados e sem dinheiro, dorme com prostitutas e mulheres solitárias. O ritmo é do relato rápido, ansioso, de quem quer chegar à medula das coisas.

Tendo sido acusado de pornográfico e obsceno quando foi lançado, o livro de Henry Miller pode hoje ser lido, sem as lentes do preconceito, como um dos mais intensos testemunhos literários de uma geração que mergulhou de cabeça na vertigem do século 20.

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