Toques do Griô: Memórias Sobre Contadores de Histórias Africanas – Heloisa Pires Lima, Leila Leite Hernandez

Toques do Griô: Memórias Sobre Contadores de Histórias Africanas – Heloisa Pires Lima, Leila Leite Hernandez

Pois não é que circula, no Brasil, a ideia de o griô ser um tipo de contador de histórias em África? Toques de Griô é uma composição acerca dessas figuras históricas que amplia essa percepção. O repertório circunscrito ao noroeste africano, inventor da kora de vinte e uma cordas, faz ressoar algumas de suas facetas. O narrador modula a epopeia mais importante da região, aquela que louva Sundiata Keita, o fundador do resplandecente Império do Mali no século XIII. Também dá voz a um soberano que teria navegado, muito antes do século XVI, para o que conhecemos hoje por América. E ainda faz vibrar os sons guardados nas aldeias de griô, no distrito de Fadama, no atual Mali, presentes nas palavras de seus aprendizes que vivem entre o Mali e Paris, em pleno século XXI. Por eles, a versão da origem portuguesa do termo griô, tão melodiosa quanto o canto das griotes e os contos que educam a alma. A cada dedilhar, temas para o leitor re-significar a grandiosidade da sociedade mandinga, que criou o griô. São pequenos toques para o que ela tem de universal e para aproximação com o Brasil. Vale, e muito, escutar esse guardião da palavra, que a harmoniza como o faz com o fogo, para que não se apague nem se alastre.

Pois não é que circula, no Brasil, a ideia de o griô ser um tipo de contador de histórias em África? Toques de Griô é uma composição acerca dessas figuras históricas que amplia essa percepção. O repertório circunscrito ao noroeste africano, inventor da kora de vinte e uma cordas, faz ressoar algumas de suas facetas. O narrador modula a epopeia mais importante da região, aquela que louva Sundiata Keita, o fundador do resplandecente Império do Mali no século XIII. Também dá voz a um soberano que teria navegado, muito antes do século XVI, para o que conhecemos hoje por América. E ainda faz vibrar os sons guardados nas aldeias de griô, no distrito de Fadama, no atual Mali, presentes nas palavras de seus aprendizes que vivem entre o Mali e Paris, em pleno século XXI. Por eles, a versão da origem portuguesa do termo griô, tão melodiosa quanto o canto das griotes e os contos que educam a alma. A cada dedilhar, temas para o leitor re-significar a grandiosidade da sociedade mandinga, que criou o griô. São pequenos toques para o que ela tem de universal e para aproximação com o Brasil. Vale, e muito, escutar esse guardião da palavra, que a harmoniza como o faz com o fogo, para que não se apague nem se alastre.

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