Todas as cosmicômicas – Italo Calvino

Todas as cosmicômicas – Italo Calvino

Todas as cosmicômicas resulta da reunião de dois livros que Italo Calvino publicou na década de 1960: As cosmicômicas (1965; Companhia das Letras, 1992) e T = 0 (1967). São narrativas que começam com um enunciado científico (ou pseudocientífico) sobre as origens do universo e dos planetas e outros temas do passado cósmico remoto para dar, em seguida, a palavra ao personagem central de todas elas, que tem o palindrômico e impronunciável nome de Qfwfq. Ele é testemunha ocular da história de bilhões de anos do universo, presente desde o momento do big bang, onde tudo estava reunido num único ponto e a falta de espaço era absolutamente incômoda, e que assiste angustiado ao afastamento das galáxias, sofre grandes paixões na época em que a Lua se distanciava da Terra, joga bocha com átomos, sente ciúmes enquanto cai no vácuo, é expelido por uma erupção do Vesúvio e vive a patética experiência de ser o último dinossauro vivo.
O livro inclui outros textos que Calvino chamou de “contos dedutivos”, nos quais o narrador parece mais interessado em examinar as ramificações de uma idéia do que em contar uma história, desenvolvendo uma espécie de raciocínio obsessivo, paranóico e labiríntico não estranho a certos textos de Kafka. O conjunto destes textos reafirma mais uma vez a posição de Calvino como um dos grandes exploradores dos novos caminhos da narrativa e um dos maiores clássicos do século XX.

Todas as cosmicômicas - Italo Calvino Todas as cosmicômicas resulta da reunião de dois livros que Italo Calvino publicou na década de 1960: As cosmicômicas (1965; Companhia das Letras, 1992) e T = 0 (1967). São narrativas que começam com um enunciado científico (ou pseudocientífico) sobre as origens do universo e dos planetas e outros temas do passado cósmico remoto para dar, em seguida, a palavra ao personagem central de todas elas, que tem o palindrômico e impronunciável nome de Qfwfq. Ele é testemunha ocular da história de bilhões de anos do universo, presente desde o momento do big bang, onde tudo estava reunido num único ponto e a falta de espaço era absolutamente incômoda, e que assiste angustiado ao afastamento das galáxias, sofre grandes paixões na época em que a Lua se distanciava da Terra, joga bocha com átomos, sente ciúmes enquanto cai no vácuo, é expelido por uma erupção do Vesúvio e vive a patética experiência de ser o último dinossauro vivo.
O livro inclui outros textos que Calvino chamou de “contos dedutivos”, nos quais o narrador parece mais interessado em examinar as ramificações de uma idéia do que em contar uma história, desenvolvendo uma espécie de raciocínio obsessivo, paranóico e labiríntico não estranho a certos textos de Kafka. O conjunto destes textos reafirma mais uma vez a posição de Calvino como um dos grandes exploradores dos novos caminhos da narrativa e um dos maiores clássicos do século XX.


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