Sobre garotos que beijam garotos – Enrique Coimbra

Sobre garotos que beijam garotos – Enrique Coimbra

Quem leu O Pequeno Príncipe, o clássico do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, deve lembrar a lição da raposa: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Enzo, o jovem protagonista deste romance, é o oposto dessa máxima. Ele não gosta de se apegar, de relacionamentos fixos, duradouros, monótonos. E só se apaixona quando tem a certeza de que não será correspondido. Afinal, como dirá o próprio autor em seu blog, isso o poupa de “se tornar responsável pelos sentimentos de alguém”. Enzo só não contava com o aparecimento de Ian, o ficante (hétero) de uma amiga, com quem viverá uma espécie de aventura ou experiência amorosa cujas consequências serão avassaladoras. A narrativa de Enrique Coimbra nos conduz pelo acidentado e movediço território do amadurecimento. As descobertas da juventude, da sexualidade, das relações interpessoais, do amor e outros afetos mais ou menos complexos são temas tratados com notável habilidade. Não é difícil identificar-se (ou desidentificar-se) com as peripécias dos personagens centrais do livro, independentemente de nossa orientação sexual.

Quem leu O Pequeno Príncipe, o clássico do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, deve lembrar a lição da raposa: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Enzo, o jovem protagonista deste romance, é o oposto dessa máxima. Ele não gosta de se apegar, de relacionamentos fixos, duradouros, monótonos. E só se apaixona quando tem a certeza de que não será correspondido. Afinal, como dirá o próprio autor em seu blog, isso o poupa de “se tornar responsável pelos sentimentos de alguém”. Enzo só não contava com o aparecimento de Ian, o ficante (hétero) de uma amiga, com quem viverá uma espécie de aventura ou experiência amorosa cujas consequências serão avassaladoras. A narrativa de Enrique Coimbra nos conduz pelo acidentado e movediço território do amadurecimento. As descobertas da juventude, da sexualidade, das relações interpessoais, do amor e outros afetos mais ou menos complexos são temas tratados com notável habilidade. Não é difícil identificar-se (ou desidentificar-se) com as peripécias dos personagens centrais do livro, independentemente de nossa orientação sexual.

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