Sobre a Verdade – Harry G. Frankfurt

Sobre a Verdade – Harry G. Frankfurt

Intelectual respeitado, com estudos sobre Descartes e o racionalismo, professor emérito da Universidade de Princeton, o filósofo Harry G. Frankfurt tornou-se uma celebridade depois que publicou On bullshit , em 2005. Rapidamente alçado à categoria de best-seller, o livro vendeu mais de 400 mil exemplares nos Estados Unidos e foi traduzido para 25 línguas.
Naquele breve ensaio, ele mostrava como a bobagem infiltrou-se de forma insidiosa em nossa vida. Mas a repercussão do livro ajudou Frankfurt a perceber que omitira uma questão fundamental em seu estudo: por que a indiferença à verdade é tão ruim? A resposta é apresentada neste ensaio tão enxuto e direto quanto o anterior.
Da mesma forma que a verdade factual é necessária para construir uma ponte ou receitar um remédio, por exemplo, os indivíduos só são capazes de estabelecer objetivos e metas para sua vida porque baseiam as escolhas em crenças racionais, ou seja, em razão daquilo que foram levados a acreditar ser a verdade. Por esse motivo, Frankfurt insurge-se contra a pretensão, nas palavras dele mesquinha e narcisista, de que ser verdadeiro com os fatos não é tão importante quanto ser “verdadeiro consigo mesmo”. Essa atitude, decreta, é intrinsecamente contrária à vida em sociedade. “Nenhuma sociedade pode se permitir desprezar ou desrespeitar a verdade”, diz. Alerta mais atual, impossível.

Intelectual respeitado, com estudos sobre Descartes e o racionalismo, professor emérito da Universidade de Princeton, o filósofo Harry G. Frankfurt tornou-se uma celebridade depois que publicou On bullshit [Sobre falar merda], em 2005. Rapidamente alçado à categoria de best-seller, o livro vendeu mais de 400 mil exemplares nos Estados Unidos e foi traduzido para 25 línguas.
Naquele breve ensaio, ele mostrava como a bobagem infiltrou-se de forma insidiosa em nossa vida. Mas a repercussão do livro ajudou Frankfurt a perceber que omitira uma questão fundamental em seu estudo: por que a indiferença à verdade é tão ruim? A resposta é apresentada neste ensaio tão enxuto e direto quanto o anterior.
Da mesma forma que a verdade factual é necessária para construir uma ponte ou receitar um remédio, por exemplo, os indivíduos só são capazes de estabelecer objetivos e metas para sua vida porque baseiam as escolhas em crenças racionais, ou seja, em razão daquilo que foram levados a acreditar ser a verdade. Por esse motivo, Frankfurt insurge-se contra a pretensão, nas palavras dele mesquinha e narcisista, de que ser verdadeiro com os fatos não é tão importante quanto ser “verdadeiro consigo mesmo”. Essa atitude, decreta, é intrinsecamente contrária à vida em sociedade. “Nenhuma sociedade pode se permitir desprezar ou desrespeitar a verdade”, diz. Alerta mais atual, impossível.

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