Sinal Fechado: a música popular brasileira sob censura (1937-45 / 1969-78) – Alberto Moby Ribeiro da Silva

Sinal Fechado: a música popular brasileira sob censura (1937-45 / 1969-78) – Alberto Moby Ribeiro da Silva

É um estudo comparativo de dois períodos em que, no século XX, o Estado brasileiro se apresentou explicitamente à sociedade como autoritário: o Estado Novo, de 1937 a 1945 e o regime militar pós-1964, particularmente durante a vigência do Ato Institucional n° 5, entre 1969 e 1978, através das suas relações com a música popular. O autor analisa a censura estatal à música popular brasileira, demonstrando que, em sua relação com a indústria fonográfica e de espetáculos, com os cantores e compositores e com o público ouvinte, o Estado Novo foi capaz de cooptar o mundo musical com o objetivo de transformá-lo em porta-voz de seu projeto de um “Brasil Novo”, enquanto ao regime militar coube lançar mão da violência da coerção, com o objetivo de silenciar qualquer músico que pudesse representar um obstáculo a seus objetivos políticos. Entre os elementos inovadores de “Sinal fechado”, vale destacar a discussão sobre a sigla MPB, durante a ditadura militar, que é vista pelo autor não simplesmente como abreviatura da expressão música popular brasileira, mas como uma espécie de “movimento” de resistência cultural ao regime, em torno do qual se agrupou (ainda que não necessariamente de forma intencional e programática) uma quantidade expressiva de compositores, cantores e músicos e também parte significativa de seus públicos. Neste sentido, o “movimento” MPB não definiria nenhum ritmo, nenhum estilo musical em particular e nem sequer uma temática específica, mas uma vontade de jogar “no campo do adversário”, como dizia o compositor e cantor Gonzaguinha na música “Geraldinos e Arquibaldos”, de 1975.

Sinal Fechado: a música popular brasileira sob censura (1937-45 / 1969-78) – Alberto Moby Ribeiro da SilvaÉ um estudo comparativo de dois períodos em que, no século XX, o Estado brasileiro se apresentou explicitamente à sociedade como autoritário: o Estado Novo, de 1937 a 1945 e o regime militar pós-1964, particularmente durante a vigência do Ato Institucional n° 5, entre 1969 e 1978, através das suas relações com a música popular. O autor analisa a censura estatal à música popular brasileira, demonstrando que, em sua relação com a indústria fonográfica e de espetáculos, com os cantores e compositores e com o público ouvinte, o Estado Novo foi capaz de cooptar o mundo musical com o objetivo de transformá-lo em porta-voz de seu projeto de um “Brasil Novo”, enquanto ao regime militar coube lançar mão da violência da coerção, com o objetivo de silenciar qualquer músico que pudesse representar um obstáculo a seus objetivos políticos. Entre os elementos inovadores de “Sinal fechado”, vale destacar a discussão sobre a sigla MPB, durante a ditadura militar, que é vista pelo autor não simplesmente como abreviatura da expressão música popular brasileira, mas como uma espécie de “movimento” de resistência cultural ao regime, em torno do qual se agrupou (ainda que não necessariamente de forma intencional e programática) uma quantidade expressiva de compositores, cantores e músicos e também parte significativa de seus públicos. Neste sentido, o “movimento” MPB não definiria nenhum ritmo, nenhum estilo musical em particular e nem sequer uma temática específica, mas uma vontade de jogar “no campo do adversário”, como dizia o compositor e cantor Gonzaguinha na música “Geraldinos e Arquibaldos”, de 1975.