Silogismos da amargura – Emil Cioran

Silogismos da amargura – Emil Cioran

Publicado em 1952 sem imediato sucesso, Silogismos da amargura é tido hoje em dia como um mergulho tonificante nas ideias do pensador Cioran, um filósofo que já foi comparado a Kierkegaard, Nietzsche e Wittgenstein e que acredita que para o homem, criatura decaída, mais doloroso do que a morte é a asfixia cotidiana na insignificância e no efêmero. Dois temas básicos atravessam essa obra tão sintética quanto profunda: a noção do Mal, teológica, e a decadência da civilização ocidental, histórica. Atraído pelo que ele mesmo chama de “naufrágio”, pelo “brilho do nada de tudo o que vive”, Cioran interroga a vida, em todas as suas formas, e questiona os sentidos que a ela são atribuídos. O resultado é uma obra que sobrevive, como ele mesmo diz, referindo-se a Proust e Baudelaire, graças “à gratuidade de sua crueldade, à sua cirurgia demoníaca, à generosidade de seu fel”. Pois “o que faz durar uma obra, o que a impede de envelhecer é sua ferocidade”. Feroz, esses conjunto de aforismos alfineta a criação do autor – “minha cosmologia acrescenta ao caos original uma infinidade de pontos de supensão”–, o Ocidente, que em vão “busca uma forma de agonia digna de seu passado”, o amor cuja arte é “saber unir a um temperamento de vampiro a discrição de uma anêmona”. E justifica plenamente o fato de, a cada ano, atrair mais jovens para a legião de admiradores do pensamento original de Cioran.

Silogismos da amargura - Emil CioranPublicado em 1952 sem imediato sucesso, Silogismos da amargura é tido hoje em dia como um mergulho tonificante nas ideias do pensador Cioran, um filósofo que já foi comparado a Kierkegaard, Nietzsche e Wittgenstein e que acredita que para o homem, criatura decaída, mais doloroso do que a morte é a asfixia cotidiana na insignificância e no efêmero. Dois temas básicos atravessam essa obra tão sintética quanto profunda: a noção do Mal, teológica, e a decadência da civilização ocidental, histórica. Atraído pelo que ele mesmo chama de “naufrágio”, pelo “brilho do nada de tudo o que vive”, Cioran interroga a vida, em todas as suas formas, e questiona os sentidos que a ela são atribuídos. O resultado é uma obra que sobrevive, como ele mesmo diz, referindo-se a Proust e Baudelaire, graças “à gratuidade de sua crueldade, à sua cirurgia demoníaca, à generosidade de seu fel”. Pois “o que faz durar uma obra, o que a impede de envelhecer é sua ferocidade”. Feroz, esses conjunto de aforismos alfineta a criação do autor – “minha cosmologia acrescenta ao caos original uma infinidade de pontos de supensão”–, o Ocidente, que em vão “busca uma forma de agonia digna de seu passado”, o amor cuja arte é “saber unir a um temperamento de vampiro a discrição de uma anêmona”. E justifica plenamente o fato de, a cada ano, atrair mais jovens para a legião de admiradores do pensamento original de Cioran.

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