Ruínas do Feminino em Walter Benjamin: Diálogos entre Filosofia e Gênero – Barbara Valle Horvat

Ruínas do Feminino em Walter Benjamin: Diálogos entre Filosofia e Gênero – Barbara Valle Horvat

O tema do feminino não aparece no cânone central da filosofia acadêmica, mas é tratado por muitos filósofos ao longo de suas discussões. Dessa maneira, o objetivo de se estudar este tema, na filosofia, não é somente a de pontuar um lugar excludente de gênero pelo sexo, isto é pelo corpo e pelas marcas que trazemos nele, mas sim de tentar mostrar, por outro lado, a contribuição da filosofia na investigação sobre construção de uma subjetividade, de um conceito e até de uma imagem do feminino. A análise da presença do feminino na obra de Walter Benjamin, através de uma releitura e sob o olhar da presença da alegoria, as margens dos conceitos de experiência, imagem e memória, centrais em sua obra, possibilita esta visão no meio filosófico. Lá, o feminino verifica-se principalmente em relação à prostituta, enquanto alegoria da modernidade, na teoria da linguagem, onde será exposta a questão da linguagem feminina, através da figura de Safo e suas amigas e da “mulher nomeada” como crítica à modernidade e às filosofias dogmáticas. Dessa maneira, a filosofia de Benjamin institui à mulher, pelo menos em parte, o lugar perdido, negado, na filosofia enquanto crítica ao próprio método filosófico, e em uma análise mais profunda, crítica à própria gênese da filosofia.

O tema do feminino não aparece no cânone central da filosofia acadêmica, mas é tratado por muitos filósofos ao longo de suas discussões. Dessa maneira, o objetivo de se estudar este tema, na filosofia, não é somente a de pontuar um lugar excludente de gênero pelo sexo, isto é pelo corpo e pelas marcas que trazemos nele, mas sim de tentar mostrar, por outro lado, a contribuição da filosofia na investigação sobre construção de uma subjetividade, de um conceito e até de uma imagem do feminino. A análise da presença do feminino na obra de Walter Benjamin, através de uma releitura e sob o olhar da presença da alegoria, as margens dos conceitos de experiência, imagem e memória, centrais em sua obra, possibilita esta visão no meio filosófico. Lá, o feminino verifica-se principalmente em relação à prostituta, enquanto alegoria da modernidade, na teoria da linguagem, onde será exposta a questão da linguagem feminina, através da figura de Safo e suas amigas e da “mulher nomeada” como crítica à modernidade e às filosofias dogmáticas. Dessa maneira, a filosofia de Benjamin institui à mulher, pelo menos em parte, o lugar perdido, negado, na filosofia enquanto crítica ao próprio método filosófico, e em uma análise mais profunda, crítica à própria gênese da filosofia.

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