Romance com Pessoas: A imaginação em Machado de Assis – José Luiz Passos

Romance com Pessoas: A imaginação em Machado de Assis – José Luiz Passos

O que faz Machado de Assis tão atual? José Luiz Passos, autor de O sonâmbulo amador, vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura de 2013, responde: ele “é nosso contemporâneo no tratamento que deu às motivações humanas, pela minuciosa composição de heróis que refazem suas histórias na medida em que são alvos da mirada alheia”. Daí a importância de Shakespeare na literatura machadiana: o inglês é o principal modelo para “sua sondagem da vida interior e do engano moral”. Com isso, Machado desloca o olhar que a literatura de seu tempo lançava sobre um dos seus temas prediletos: o fingimento. Para o autor de Dom Casmurro importam “as emoções morais associadas a essa experiência – como o ciúme, a vergonha, a culpa, o remorso e o ressentimento”, o que o aproxima de Tolstoi.
As personagens dos romances de Machado de Assis têm uma profunda dimensão moral, que não se encontra ainda na ficção de Alencar, nem tampouco nos romances naturalistas do fim do século XIX e início do XX, contemporâneos aos do autor de Memórias póstumas. Lá, a motivação para a ação reside fora das pessoas em si mesmas, ao passo que nos romances machadianos ela está dentro dos indivíduos, em sua interioridade.
Escrito com clareza, mas sem abdicar da sofisticação e da elegância, ‘Romance com pessoas – A imaginação em Machado de Assis’ é leitura ao alcance de qualquer interessado em enriquecer sua compreensão desse escritor inesgotável. Um marco na crítica brasileira contemporânea lançado agora pela Alfaguara, em edição ampliada.

O que faz Machado de Assis tão atual? José Luiz Passos, autor de O sonâmbulo amador, vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura de 2013, responde: ele “é nosso contemporâneo no tratamento que deu às motivações humanas, pela minuciosa composição de heróis que refazem suas histórias na medida em que são alvos da mirada alheia”. Daí a importância de Shakespeare na literatura machadiana: o inglês é o principal modelo para “sua sondagem da vida interior e do engano moral”. Com isso, Machado desloca o olhar que a literatura de seu tempo lançava sobre um dos seus temas prediletos: o fingimento. Para o autor de Dom Casmurro importam “as emoções morais associadas a essa experiência – como o ciúme, a vergonha, a culpa, o remorso e o ressentimento”, o que o aproxima de Tolstoi.
As personagens dos romances de Machado de Assis têm uma profunda dimensão moral, que não se encontra ainda na ficção de Alencar, nem tampouco nos romances naturalistas do fim do século XIX e início do XX, contemporâneos aos do autor de Memórias póstumas. Lá, a motivação para a ação reside fora das pessoas em si mesmas, ao passo que nos romances machadianos ela está dentro dos indivíduos, em sua interioridade.
Escrito com clareza, mas sem abdicar da sofisticação e da elegância, ‘Romance com pessoas – A imaginação em Machado de Assis’ é leitura ao alcance de qualquer interessado em enriquecer sua compreensão desse escritor inesgotável. Um marco na crítica brasileira contemporânea lançado agora pela Alfaguara, em edição ampliada.

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