Privado – Jairo Goldflus (+18)

Privado – Jairo Goldflus (+18)

Trabalhando há mais de 27 anos com fotografia, Jairo Goldflus o marido da atriz Gabriela Duarte reuniu em um único projeto várias atrizes e modelos em uma verdadeira obra de arte chamada ‘Privado’. A lista de famosas nuas é grande, são 60 mulheres que emprestaram seus corpos para o fotógrafo realizar a sua arte.

Trabalhando há mais de 27 anos com fotografia, Jairo Goldflus o marido da atriz Gabriela Duarte reuniu em um único projeto várias atrizes e modelos em uma verdadeira obra de arte chamada ‘Privado’. A lista de famosas nuas é grande, são 60 mulheres que emprestaram seus corpos para o fotógrafo realizar a sua arte.

“A nudez expõe, mas também fortalece. Nus, ficamos sem os filtros que escolhemos para mostrar e ocultar o corpo do olhar alheio. E, uma vez despojados das roupas que fazem essa mediação, estamos livres para nos lançar em percursos pessoais, em memórias, na naturalidade de linhas, curvas, cores e texturas que nos tornam únicos e individuais. É um momento de encontro e de força. São esses instantes libertadores e de liberdade – do fotógrafo e das fotografadas – que pontuam esta série, batizada de “Privado” e composta por momentos íntimos em que é franqueada a entrada alheia. O que vemos nas fotos resulta da cumplicidade, da permissão para partilhar o que há de mais pessoal. “Privado” foi feito em cerca de oito meses, no estúdio de Jairo Goldflus, em São Paulo. Antes das fotos, Jairo conversava com as modelos e amigas convidadas. Nos encontros, a primeira pergunta era como se imaginavam nuas. Para algumas, foi a oportunidade de visualizar algo jamais pensado. Outras trouxeram repertórios de imagens fantásticas/fantasiosas, como a da nudez flutuante, que foi materializada. A fotografia tornou real esse momento impossível em que o corpo, nu, ignora a realidade e flui. Parte para pairar magica e autonomamente sobre o vazio. A imagem convida para a desconexão com os limites cotidianos e a reconexão com universos imaginários. É a ruptura do olhar permitida pela fotografia. As fotos da série têm início portanto em histórias e referências individuais, nunca mostradas de modo literal. Funcionam como pontos de partida para as imagens, e delas vemos momentos que ora evocam a beleza em poses clássicas, esculturais, ora expõem a força de formas quase perfeitas em seu despojamento. Sinuosas, longilíneas, fartas, frontais, fortes em um conjunto que transpira a potência dos corpos, em movimento ou em repouso. Este é um livro que exala a energia do corpo e da vida. Uma saudável celebração da beleza. O projeto é também uma história de iniciações: a maioria das fotografadas jamais fizera ensaios de nudez. Os trabalhos de Jairo, tanto os comerciais como os autorais, tampouco são caracterizados por nus. Despidas literalmente de cacoetes, as fotografadas permitiram ao fotógrafo buscar “a beleza de forma mais livre do corpo humano. Algo que o retratado ainda não tinha dado para outro fotógrafo. O quase furto da imagem única. Atemporal, sem pré-concepções, num resgate da irresponsabilidade fotográfica. Um exercício das possibilidades estéticas da nudez, sem pretensão. O fotógrafo tem o gatilho propulsor”, fala Jairo. A “irresponsabilidade fotográfica” diz respeito à liberdade com que conduz seus trabalhos não-comerciais, sem o briefing que tem como objetivo a venda de um produto. Aqui, “Privado” se contrapõe/complementa a “Público”, nome do projeto e do livro precedentes, de retratos de pessoas públicas. À flor da pele é uma imagem adequada para falar dessa relação ao mesmo tempo delicada e direta entre câmera e corpo, moldada por movimento e luz, e mediada pela conexão entre fotógrafo e fotografado. “Privado” e ‘Público” fazem parte dos projetos pessoais de Jairo, construídos por uma motivação mais emocional do que racional: “eles surgem meio que sem pensar, da simples observação de fazer, errar e acertar, até achar algo que pule e me faça continuar”. Os pulos disciplinados, séries que têm início e fim. Caso contrário, cairiam numa zona de confortável continuidade. Tudo o que ele não quer. Em “Privado,” Jairo esvaziava o estúdio, onde permaneciam sempre apenas três personagens: fotógrafo, maquiador e fotografada. Diz que se tratava de “Voltar ao que era há 30 anos”, quando o ato de fotografar não envolvia tantos profissionais. De certo modo, em “Privado”, tratava-se também do despir-se do fotógrafo, que para este série optou por trabalhar sem uma entourage de assistentes e stylists, e num estúdio apenas com fundo infinito, sem cenários, com o mínimo necessário. O back to basics. Um reencontro portanto com a simplicidade, que não deve ser confundida com o simplório. O despojamento só é possível por conta da experiência, do repertório e do domínio da técnica e do olhar, que permitem “a concentração unicamente na força da imagem”. A originalidade das imagens é construída pelo tempo, pelo arranjo de tudo o que foi visto e vivido. O instante preciso em que se consegue a melhor foto. Aquela que, imediatamente, se diferencia das demais. Jairo edita as fotos logo após a captura. Depois, opta por não mais rever o ensaio. À prática, soma-se o intuitivo e o sensorial: a foto escolhida é sempre a que tira o olhar da zona de indiferença, comum numa época de multiplicação extrema de imagens. Se, hoje, tanto a produção quanto o acesso a fotos é ininterrupto e infinito, “Privado” representa uma pausa – mas não o repouso, já que as imagens são plenas de energia. O desvio do que Jairo chama da “chatice das superproduções repletas de referências obrigatórias”. Da busca pelo “muito novo”, ou pelo unanimamente prezado. “Privado” é, de certo modo, um manifesto pessoal pela simplicidade. Uma série motivada pela vontade de fotografar algo que pode ser ainda mais forte quando despido de qualquer adereços: a beleza feminina.” – Helio Hara.


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