Por que o livro ser barato demais pode acabar sendo um problema

Por que o livro ser barato demais pode acabar sendo um problema

A discussão sobre o preço ideal dos livros e/ou acesso ao conhecimento para todos está presente que querem o mercado de livros saudável. Vamos discutir sobre o assunto!

É claro que o título é uma grande ironia mas a discussão sobre o preço ideal dos livros e/ou acesso ao conhecimento está presente para todos que querem o mercado de livros saudável.

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9 comentários em “Por que o livro ser barato demais pode acabar sendo um problemaAdicione o seu →

  1. Acredito que um preço baixo desvaloriza o autor, porém muitas vezes compramos um livro por um valor e vemos este ser reduzido 30 ou 60 dias depois em até 50% o que irrita a nós compradores. Acredito que os livro devam ter um valor mínimo de modo a reduzir este problema. No caso dos fracassos ou encalhes sempre existe um mercado de sebos que assumiram este papel com os livros ruins ou que não caíram no gosto do publico. É difícil pensar numa solução e nunca será perfeita mas o principal é reduzir ao máximo a pirataria. O autor não ganha com esta pratica.

    1. “O principal é reduzir ao máximo a pirataria”. É sério isso? O principal? A pirataria é um efeito direto das más práticas de mercado, meu caro. Preços proibitivos obrigam as pessoas de menor poder aquisitivo – como a maioria dos estudantes – a baixarem livros na internet. A redução da pirataria é o final de uma cadeia que começa com práticas inovadoras de mercado e popularização/massificação dos produtos. Um ótimo exemplo é a Netflix. É visível a diminuição da venda de DVDs piratas após o surgimento da Netflix. Eu assino esse serviço hoje em dia e há muito tempo não compro um DVD pirata. Uso Spotify e até já me esqueci de quando comprei um CD pirata pela última vez. Então, donos de editoras e de livrarias, pratiquem preços justos que a pirataria consequentemente vai diminuir!
      Enquanto nosso povo não puder pagar por livros, vou defender o compartilhamento deles gratuitamente na internet. Aliás, muito obrigada ao Exilado pelo site maravilhoso.

  2. Ao meu ver o problema vai além do caro, o problema é a abusividade, a ganancia de muitos. Eu moro na cidade mais cara do Nordeste brasileiro, e sei bem o que essa palavra, abuso, quer dizer. São preços que vão além dos impostos, dos custos e do lucro, ou seja, eles vão no ponto máximo onde alguém pode pagar. E isso é visto de forma mais clara, e triste, diga-se de passagem, no mercado dos sebos, caramba! Quantas vezes preferi comprar o livro novo pq o preço do sebo era mesmo! O q eles pensam? Que eu compro livro usado por amor aos ácaros? Enfim, ao meu ver as livrarias podem sim baixar mais os preços, sem precisar chegar ao medíocre, e todos ganhariam mais com isso.

  3. Geralmente, o livro nos é vendido com 100% de aumento em relação ao preço que o livreiro o compra da editora. Não sei porquê uma margem de lucro tão grande!
    Outra coisa que me irrita nos livros brazucas é o luxo de muitas edições: capas com reserva de verniz, orelhas/abas gigantescas, capas com reprodução de imagens ainda com direitos autorais etc. Para quê encarecer tanto o produto? Para mantê-lo com um item de luxo, um item de distinção social num país de iletrados? Depois, estas livrarias e editoras brazucas choram quando surge uma Amazon da vida. Mas a verdade é que nunca tiveram qualquer interesse em massificar e popularizar a leitura no país, já que estão acostumadas a vender pouco e manter suas altas margens de lucro.

    1. Cara, você tirou as palavras da minha boca. Também acho ridículo só saírem edições de luxo no Brasil da grande maioria das obras. Para mim todo livro deveria ter uma edição paperback (como nos EUA) e uma melhor para colecionadores. Eu, por exemplo, me importo apenas com o conteúdo. Estou me lixando para frescurites como ter capa dura. Isso possibilitaria a venda de livros a R$ 10/R$ 15 e possibilitaria que muito mais gente lesse.

  4. Quem vende precisa ter lucro. Quem compra merece um preço justo. Frequento muito as livrarias físicas e vejo que os preços variam muito conforme a editora. Existem editoras que publicam bons títulos a preços acessíveis, e outras com preços abusivos. O prestígio do autor tem certa influência, embora não muita, nos preços. Acho o preço médio aceitável (gira ente 20 a 30 reais, no máximo 40). Acima disso, só para livros com mais de 500 páginas, ou com capa dura, ou uma edição especial. Livros acima de 100 reais, precisam me convencer muito a pagar esse valor. Mas em comparação a outros produtos, não acho os livros tão caros (poderiam ser mais baratos, sim), porque são objetos que com cuidado duram muitos anos, duram mais do as roupas, os sapatos e uma caixa de Ferrero Rocher.

  5. Na minha opinião, o principal problema está na diferença absurda entre os preços dos livros da livraria física e da online. Eu já estou cansada de ter que comprar um livro com um preço 40%, 50% maior na livraria física do que na online, porque quero lê-lo de imediato. E daí quando eu compro na online, eles cobram um frete abusivo, pois moro no Nordeste. Então eu quase sempre acabo pagando muito mais do que o preço justo por um livro.

  6. Discussão acerca de um “preço justo” ou “preço ideal” sobre o que for é uma bobagem tremenda, a formação de preço depende de muitas variáveis e tem muito de subjetividade, tem gente que é capaz de pagar milhares de reais por um produto x enquanto outras acham que tal coisa não vale sequer um real; as propostas e ideias sobre controle de preços quase sempre acaba prejudicando os consumidores, seja em perda de qualidade ou de variedade; não conheço bem o mercado editorial mas tem algumas peculiaridades desse setor que devem ser levadas em consideração como o fato de livro não ser um produto que possa ser variado de uma livraria para outra, se, por exemplo, você quer comprar “A Revolução dos Bichos” o produto vai ser o mesmo seja na Travessa, na Saraiva, na Cultura, etc., o nível de leitura dos brasileiros é ridícula, não vou saber citar os dados que se tem sobre isso, mas é um dos menores entre os países onde se pesquisa, ou seja mercado pequeno e geralmente um mercado menor reflete num preço maior dos produtos ofertados.

    E quanto ao título dessa postagem, eu ainda não consegui ver “Por que o livro ser barato demais pode acabar sendo um problema”.

  7. Os livros mais baratos são aqueles que fracassam editorialmente — ou seja, não geram interesse no público e patinam nas vendas. É um forma de livrar-se de produto sem demanda (por vezes, com prejuízo para o livreiro). Não vejo como “o livro ser barato demais pode acabar sendo um problema”, pelo contrário. Investir na produção de livros mais baratos seria uma forma de difundir a prática da leitura e popularizá-la, visto que o preço dos livros são, em geral, proibitivos. Entretanto, é bom lembrar que cada título disputa com a preferência do leitor num segmento muito específico (e limitado). Assim, um leitor de Meg Cabot ou Thalita Rebouças dificilmente irá se interessar por Russel Kirk ou Roger Scruton não importa quanto custem. Por isso que edições populares (baixo custo), vendidas geralmente em bancas de revistas, são títulos de domínio público. Acredito que uma forma de baratear o livro seria, portanto, investir em autores nacionais (pois evitaria custos com a aquisição de direitos autorais e tradução). Outro problema do setor, que atinge todos, é a alta carga tributária brasileira. Outro fator de popularização das obras seria o barateamento das versões on-line. No Brasil, o livro digital é vendido por quase o mesmo preço do livro físico — o que é injustificável sob qualquer aspecto. Porém, impor um “preço justo” ou “ideal” no fim prejudicaria ainda mais o consumidor, vide por exemplo todas as tentativas de restringir os lucros dos produtores através do congelamento dos preços que geraram escassez, filas e o surgimento de um mercado negro onde quer que tal medida tenha sido implementada.

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