Ópera dos Mortos – Autran Dourado

Ópera dos Mortos – Autran Dourado

O oitavo livro de Autran Dourado e seu quarto romance. Saiu do prelo pela primeira vez em 1967, vinte anos após o título de estréia do autor. Portanto, já se situa entre as obras maduras do escritor mineiro.
Sua ação se concentra no interior de sua Casa quase personificada, na qual residem Rosalina, sua goveranta Quinquina – uma espécie de Parca – e Juca Passarinho, aquisição tardia. A protagonista é a última descendente do outrora poderoso clã dos Honório Cota. O avô Lucas Procópio desbravara os matos emprenhando escravas e mestiças; o pai João Capistrano, em contrapartida, seguia comedido os ditames da lei e da ordem e, político frustrado, rompeu relações com quase todos os membros da comunidade.
Rosalina assume à sua maneira as personalidades contraditórias de seus dois ancestrais, pois de dia vivencia a patroa repressora e reprimida, ao passo que à noite libera sua fantasia em vários níveis, através do corpo de um amante e da presença imaginária de outro.
Autran Dourado nos faz adentrar o universo da múltipla Rosalina, cuja voluntária reclusão é pontuada por imagens fortemente marcadas pelo simbólico, como os relógios propositadamente parados e as flores de pano. O mergulho abissal na corrente de consciência da protagonista conduz o leitor pelos labirintos interiores da personagem, expressamente colocada sob o signo do imobilismo do culto dos mortos e do auto-isolamento, até a eclosão do paroxísmo final.

O oitavo livro de Autran Dourado e seu quarto romance. Saiu do prelo pela primeira vez em 1967, vinte anos após o título de estréia do autor. Portanto, já se situa entre as obras maduras do escritor mineiro.
Sua ação se concentra no interior de sua Casa quase personificada, na qual residem Rosalina, sua goveranta Quinquina – uma espécie de Parca – e Juca Passarinho, aquisição tardia. A protagonista é a última descendente do outrora poderoso clã dos Honório Cota. O avô Lucas Procópio desbravara os matos emprenhando escravas e mestiças; o pai João Capistrano, em contrapartida, seguia comedido os ditames da lei e da ordem e, político frustrado, rompeu relações com quase todos os membros da comunidade.
Rosalina assume à sua maneira as personalidades contraditórias de seus dois ancestrais, pois de dia vivencia a patroa repressora e reprimida, ao passo que à noite libera sua fantasia em vários níveis, através do corpo de um amante e da presença imaginária de outro.
Autran Dourado nos faz adentrar o universo da múltipla Rosalina, cuja voluntária reclusão é pontuada por imagens fortemente marcadas pelo simbólico, como os relógios propositadamente parados e as flores de pano. O mergulho abissal na corrente de consciência da protagonista conduz o leitor pelos labirintos interiores da personagem, expressamente colocada sob o signo do imobilismo do culto dos mortos e do auto-isolamento, até a eclosão do paroxísmo final.

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