O Senhor Embaixador – Érico Veríssimo

O Senhor Embaixador – Érico Veríssimo

Nas primeiras três partes do romance, – As Credenciais, A Festa e O Carrossel -, a ação se desenvolve em Washington D.C.. A última – intitulada A Montanha – tem por cenário a República do Sacramento, ilha do Caribe governada despoticamente por um militar que conta com o amparo duma oligarquia rural e de duas companhias norte-americanas. A história tem início na manhã em que Don Gabriel Heliodoro Alvarado entrega ao Presidente Eisenhower, em Washington, suas credenciais de embaixador. Nesse mesmo dia o leitor já travava conhecimento com as principais personagens do livro – uma das mais ricas e expressivas galerias de tipos já criadas pelo ficcionista gaúcho: Juventino Carrera, o ditador sacramentenho; Pablo Ortega, um primeiro secretário com tendências liberais; Pancho Vivanco e sua mulher Rosalía; Jorge Molina, o ministro conselheiro que se debate numa inesgotável crise de fé; Leonardo Gris, um humanista, exilado político a conspirar com alguns compatriotas para a derrubada do tirano; Glenda Doremus, uma americana racista e problematizada; Bill Godkin, um “gringo tranquilo”, especialista em assuntos latino-americanos numa agência de notícias; o Gen. Hugo Ugarte, adido militar da embaixada, um dos mais corruptos e cruéis chefes de polícia que a capital de Sacramento já vira. Nesse verdadeiro “carrossel diplomático” tem o leitor a visão de um universo de interesses em debate, no centro do qual avulta a pessoa de Gabriel Heliodoro Alvarado, o modelo do protegido político, do homem “leal ao regime e de notáveis serviços à causa da República”.

O Senhor Embaixador – Érico VeríssimoNas primeiras três partes do romance, – As Credenciais, A Festa e O Carrossel -, a ação se desenvolve em Washington D.C.. A última – intitulada A Montanha – tem por cenário a República do Sacramento, ilha do Caribe governada despoticamente por um militar que conta com o amparo duma oligarquia rural e de duas companhias norte-americanas. A história tem início na manhã em que Don Gabriel Heliodoro Alvarado entrega ao Presidente Eisenhower, em Washington, suas credenciais de embaixador. Nesse mesmo dia o leitor já travava conhecimento com as principais personagens do livro – uma das mais ricas e expressivas galerias de tipos já criadas pelo ficcionista gaúcho: Juventino Carrera, o ditador sacramentenho; Pablo Ortega, um primeiro secretário com tendências liberais; Pancho Vivanco e sua mulher Rosalía; Jorge Molina, o ministro conselheiro que se debate numa inesgotável crise de fé; Leonardo Gris, um humanista, exilado político a conspirar com alguns compatriotas para a derrubada do tirano; Glenda Doremus, uma americana racista e problematizada; Bill Godkin, um “gringo tranquilo”, especialista em assuntos latino-americanos numa agência de notícias; o Gen. Hugo Ugarte, adido militar da embaixada, um dos mais corruptos e cruéis chefes de polícia que a capital de Sacramento já vira. Nesse verdadeiro “carrossel diplomático” tem o leitor a visão de um universo de interesses em debate, no centro do qual avulta a pessoa de Gabriel Heliodoro Alvarado, o modelo do protegido político, do homem “leal ao regime e de notáveis serviços à causa da República”.