O Mapa Fantasma: Como a Luta de Dois Homens Contra o Cólera Mudou o Destino de Nossas Metrópoles – Steven Johnson

O Mapa Fantasma: Como a Luta de Dois Homens Contra o Cólera Mudou o Destino de Nossas Metrópoles – Steven Johnson

Londres, 28 de agosto de 1854. Era verão, a cidade tinha um mau cheiro insuportável, resultado do amontoado recente e desorganizado de mais de dois milhões de seres humanos e seus dejetos. Em um bairro pobre da nova metrópole, Sarah Lewis aproveitou que o seu bebê de seis meses dormira, depois de horas de choro e diarréia, para colocar de molho os panos usados pela criança doente. Após a limpeza, despejou a água em uma fossa em frente à sua casa. Ela mal podia imaginar, mas começava aí uma das grandes chagas da história da cidade.
Uma epidemia de cólera se espalhou pelos arredores em um ritmo avassalador, matando mais de 500 pessoas em apenas dez dias. Nesse mesmo momento, dois homens iniciariam uma jornada científica em busca do mal causador da praga.
O paradigma da época era a chamada teoria do miasma, que apontava o ar ‘sujo e contaminado’ como o grande transmissor das doenças que de tempos em tempos atacavam os londrinos. Para um médico e cientista da época chamado John Snow, no entanto, a teoria não convencia. A partir dessa premissa, Snow passou a suspeitar da transmissão pela água. Defendeu teses que foram motivos de deboche nos principais jornais da cidade, mas que acabaram por convencer um padre local, Henry Whitehead, alarmado com a morte desenfreada do seu rebanho.
Na forma de um thriller científico, ‘O Mapa Fantasma’ narra a história da luta desses dois homens contra o cólera. Sem contar com instrumentos microscópicos capazes de identificar a origem da doença, Snow e Whitehead enfrentaram uma mentalidade científica tão disseminada quanto equivocada, bem como políticas públicas que, em vez de solucionar, alimentavam o problema. Hoje, graças às experiências do dr. Snow e a perseverança do padre Whitehead, dejetos humanos e água potável seguem caminhos distintos nas grandes cidades do planeta. E a revolucionária vida urbana das metrópoles que caracterizaria os tempos modernos pôde florescer.

Londres, 28 de agosto de 1854. Era verão, a cidade tinha um mau cheiro insuportável, resultado do amontoado recente e desorganizado de mais de dois milhões de seres humanos e seus dejetos. Em um bairro pobre da nova metrópole, Sarah Lewis aproveitou que o seu bebê de seis meses dormira, depois de horas de choro e diarréia, para colocar de molho os panos usados pela criança doente. Após a limpeza, despejou a água em uma fossa em frente à sua casa. Ela mal podia imaginar, mas começava aí uma das grandes chagas da história da cidade.
Uma epidemia de cólera se espalhou pelos arredores em um ritmo avassalador, matando mais de 500 pessoas em apenas dez dias. Nesse mesmo momento, dois homens iniciariam uma jornada científica em busca do mal causador da praga.
O paradigma da época era a chamada teoria do miasma, que apontava o ar ‘sujo e contaminado’ como o grande transmissor das doenças que de tempos em tempos atacavam os londrinos. Para um médico e cientista da época chamado John Snow, no entanto, a teoria não convencia. A partir dessa premissa, Snow passou a suspeitar da transmissão pela água. Defendeu teses que foram motivos de deboche nos principais jornais da cidade, mas que acabaram por convencer um padre local, Henry Whitehead, alarmado com a morte desenfreada do seu rebanho.
Na forma de um thriller científico, ‘O Mapa Fantasma’ narra a história da luta desses dois homens contra o cólera. Sem contar com instrumentos microscópicos capazes de identificar a origem da doença, Snow e Whitehead enfrentaram uma mentalidade científica tão disseminada quanto equivocada, bem como políticas públicas que, em vez de solucionar, alimentavam o problema. Hoje, graças às experiências do dr. Snow e a perseverança do padre Whitehead, dejetos humanos e água potável seguem caminhos distintos nas grandes cidades do planeta. E a revolucionária vida urbana das metrópoles que caracterizaria os tempos modernos pôde florescer.

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