O manual para a vida – Epicteto

O manual para a vida – Epicteto

“Este é um livro de autoajuda?”

Sabemos do costumeiro preconceito e descrédito do meio literário para com os livros de autoajuda. Porém isto também se deve, em grande parte, aos próprios escritores de autoajuda, que em sua maioria optam em seguir por “caminhos fáceis”, evitando tocar no cerne da questão – o autoconhecimento.

Se analisarmos os livros de autoajuda produzidos hoje no mundo, encontraremos basicamente duas categorias. Uma delas nos diz assim: “Tudo é possível! Basta desejar profundamente que irá conseguir!”; Já a outra se ocupa de nos consolar quando não temos sucesso em “conseguir tudo”, e nos sentimos um lixo.

Há, portanto, uma clara correlação entre uma sociedade que nos anuncia por todos os cantos da cidade que podemos conseguir tudo o que quisermos, a e existência da chamada baixa autoestima.

Antigamente uma pessoa pobre era chamada desafortunada. Hoje, criamos uma alcunha um tanto mais cruel: perdedora. Hoje os anúncios nos dizem que somos nós quem estamos no comando, e não os deuses. Se não temos sucesso, a culpa é nossa – perdemos.

Mas é aqui que entra a filosofia. A filosofia é a verdadeira autoajuda, o verdadeiro autoconhecimento, o verdadeiro amor ao saber.

Segundo Epicteto e os estoicos, devemos ter sempre em mente os infortúnios da vida, e o conhecimento de que há coisas que estão sob nosso controle, e outras que não estão. Somente assim saberemos que podemos sim perder, mas que não somos perdedores. E, da mesma forma, também saberemos que podemos sim ganhar, mas que não somos ganhadores.

Somente com este desapego aos anúncios da cidade grande é que teremos enfim o tempo e a disposição de olhar para dentro, e nos conhecer. Se isto é autoajuda? Certamente – autoajuda da melhor espécie!

Com vocês, o manual para a vida, o Enchiridion de Epicteto…

O manual para a vida - Epicteto“Este é um livro de autoajuda?”

Sabemos do costumeiro preconceito e descrédito do meio literário para com os livros de autoajuda. Porém isto também se deve, em grande parte, aos próprios escritores de autoajuda, que em sua maioria optam em seguir por “caminhos fáceis”, evitando tocar no cerne da questão – o autoconhecimento.

Se analisarmos os livros de autoajuda produzidos hoje no mundo, encontraremos basicamente duas categorias. Uma delas nos diz assim: “Tudo é possível! Basta desejar profundamente que irá conseguir!”; Já a outra se ocupa de nos consolar quando não temos sucesso em “conseguir tudo”, e nos sentimos um lixo.

Há, portanto, uma clara correlação entre uma sociedade que nos anuncia por todos os cantos da cidade que podemos conseguir tudo o que quisermos, a e existência da chamada baixa autoestima.

Antigamente uma pessoa pobre era chamada desafortunada. Hoje, criamos uma alcunha um tanto mais cruel: perdedora. Hoje os anúncios nos dizem que somos nós quem estamos no comando, e não os deuses. Se não temos sucesso, a culpa é nossa – perdemos.

Mas é aqui que entra a filosofia. A filosofia é a verdadeira autoajuda, o verdadeiro autoconhecimento, o verdadeiro amor ao saber.

Segundo Epicteto e os estoicos, devemos ter sempre em mente os infortúnios da vida, e o conhecimento de que há coisas que estão sob nosso controle, e outras que não estão. Somente assim saberemos que podemos sim perder, mas que não somos perdedores. E, da mesma forma, também saberemos que podemos sim ganhar, mas que não somos ganhadores.

Somente com este desapego aos anúncios da cidade grande é que teremos enfim o tempo e a disposição de olhar para dentro, e nos conhecer. Se isto é autoajuda? Certamente – autoajuda da melhor espécie!

Com vocês, o manual para a vida, o Enchiridion de Epicteto…

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