O Mandarim – Eça de Queirós

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Publicado em 1880, apenas dois anos depois de O Primo Basílio, cujo enredo tem a participação decisiva de uma figura declaradamente romântica: o Diabo.

O livro conta a história de Teodoro, que embora não lhe falte nada, tem uma vida sempre sem dinheiro. Um dia, descobre em um livro a Lenda do Mandarim, que consistia em tocar a campainha em uma certa hora de forma que um mandarim morresse, deixando toda a riqueza para quem tocasse a campainha. O Diabo instiga Teodoro a tocá-la e, de uma hora pra outra, tudo começa a mudar. Inicia-se uma vida de luxo e riquezas para Teodoro. Porém, o sentimento de culpa o assalta, principalmente quando começa a ter visões sobre o falecido mandarim e sobre sua família que agora passa dificuldades. Qual será a decisão de Teodoro para reverter tudo o que ele fez? Um romance leve, divertido, que vale a pena ser lido.

Acusado de afastar-se da estética realista em favor da pura fantasia, Eça de Queirós e seu texto foram alvos das mais severas críticas, e até mesmo aqueles que conseguiram perceber na obra uma crítica sócio-política, esbarraram nos demais “problemas” que o texto apresentava.

O Mandarim é um texto à parte no conjunto da obra “queirosiana” devido ao seu caráter fantasista e cômico, e que, exatamente em decorrência dessa característica, é considerado um texto “menor”, inferior, quando comparado às demais obras do escritor português.

 

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