O Japão – Aluísio de Azevedo

O Japão – Aluísio de Azevedo

O Japão é um livro do escritor brasileiro Aluísio de Azevedo. É um dos livros menos conhecidos do autor, provavelmente escrito enquanto esteve em serviço como vice-cônsul em Yokohama, no Japão, entre 1897 a 1899. Foi publicado em 1984, a partir de manuscritos encontrados na Academia Brasileira de Letras.

Com apenas três décadas de atraso em relação à inauguração da Era Meiji, o autor pôde colher de fontes ainda recentes, dados que viriam a compor a sua visão sobre as transformações econômicas, sociais e políticas que sacudiram décadas antes a sociedade japonesa, após a abertura forçada ao ocidente pela chegada do estadunidense Comodoro Perry e sua força naval às costas japonesas com uma “carta de amizade” exigia do país a abertura imediata de seus portos às nações estrangeiras, extraterritorialidade para seus patrícios (no que foi seguido por Itália, Inglaterra, entre outras nações imperialistas ocidentais), entre outras benesses, sob pena implícita de ataque ao país.

É um livro que, apesar de certas limitações concernentes à vertente literária para uma análise histórica, além de alguns erros, serve de referência a todos que tiverem interesse em lê-lo como literatura complementar do final do período do shogunato Tokugawa, dando uma dimensão de alguns motivos pelos quais o Japão foi retirado de seu isolacionismo para forçosamente aderir ao capitalismo, aos desregramentos sociais mais característicos na Europa e Estados Unidos daquela época e finalmente lançando-se ao imperialismo no oriente como forma de igualar-se aos seus rivais ocidentais, numa tentativa de preservar a integridade nacional.

O Japão é um livro do escritor brasileiro Aluísio de Azevedo. É um dos livros menos conhecidos do autor, provavelmente escrito enquanto esteve em serviço como vice-cônsul em Yokohama, no Japão, entre 1897 a 1899. Foi publicado em 1984, a partir de manuscritos encontrados na Academia Brasileira de Letras. Com apenas três décadas de atraso em relação à inauguração da Era Meiji, o autor pôde colher de fontes ainda recentes, dados que viriam a compor a sua visão sobre as transformações econômicas, sociais e políticas que sacudiram décadas antes a sociedade japonesa, após a abertura forçada ao ocidente pela chegada do estadunidense Comodoro Perry e sua força naval às costas japonesas com uma “carta de amizade” exigia do país a abertura imediata de seus portos às nações estrangeiras, extraterritorialidade para seus patrícios (no que foi seguido por Itália, Inglaterra, entre outras nações imperialistas ocidentais), entre outras benesses, sob pena implícita de ataque ao país. É um livro que, apesar de certas limitações concernentes à vertente literária para uma análise histórica, além de alguns erros, serve de referência a todos que tiverem interesse em lê-lo como literatura complementar do final do período do shogunato Tokugawa, dando uma dimensão de alguns motivos pelos quais o Japão foi retirado de seu isolacionismo para forçosamente aderir ao capitalismo, aos desregramentos sociais mais característicos na Europa e Estados Unidos daquela época e finalmente lançando-se ao imperialismo no oriente como forma de igualar-se aos seus rivais ocidentais, numa tentativa de preservar a integridade nacional.