O Fantasma da Máquina – Arthur Koestler

O Fantasma da Máquina – Arthur Koestler

O Fantasma da Máquina – Tem-se comparado a evolução com um labirinto de becos sem saída, e não, é nada estranha nem improvável a suposição de que a estrutura mental originária do homem, embora superior à de qualquer outra espécie viva, se ressinta de um erro intrínseco ou deficiência que o predispõe para a autodestruição.
Investigar as causas dessa deficiência é tarefa que começou com o Livro do Gênese e desde então se faz sem solução de continuidade. Cada idade oferece um diagnóstico, desde a doutrina da queda do homem até a hipótese do instinto de morte. Embora as respostas sejam inconcludentes, vale a pena apresentar as perguntas. Estas têm sido formuladas na terminologia específica de cada época e de cada cultura, e assim é inevitável que nos nossos dias sejam expressas na linguagem da ciência. Mas acontece que, embora pareça paradoxal, a ciência de tal maneira se atordoou, no curso do século passado, com as suas próprias conquistas, que se esqueceu de fazer as perguntas adequadas, ou recusou-se a fazê-las sob o pretexto de não terem sentido e, de qualquer modo, não interessarem ao cientista.

O Fantasma da Máquina - Arthur KoestlerO Fantasma da Máquina – Tem-se comparado a evolução com um labirinto de becos sem saída, e não, é nada estranha nem improvável a suposição de que a estrutura mental originária do homem, embora superior à de qualquer outra espécie viva, se ressinta de um erro intrínseco ou deficiência que o predispõe para a autodestruição.
Investigar as causas dessa deficiência é tarefa que começou com o Livro do Gênese e desde então se faz sem solução de continuidade. Cada idade oferece um diagnóstico, desde a doutrina da queda do homem até a hipótese do instinto de morte. Embora as respostas sejam inconcludentes, vale a pena apresentar as perguntas. Estas têm sido formuladas na terminologia específica de cada época e de cada cultura, e assim é inevitável que nos nossos dias sejam expressas na linguagem da ciência. Mas acontece que, embora pareça paradoxal, a ciência de tal maneira se atordoou, no curso do século passado, com as suas próprias conquistas, que se esqueceu de fazer as perguntas adequadas, ou recusou-se a fazê-las sob o pretexto de não terem sentido e, de qualquer modo, não interessarem ao cientista.