‘O escaravelho do diabo’, ícone da Série Vaga-Lume, chega aos cinemas

‘O escaravelho do diabo’, ícone da Série Vaga-Lume, chega aos cinemas

Iniciada em 1972, a Série Vaga-Lume, da Editora Ática, foi uma febre entre leitores adolescentes e alçou escritores pouco celebrados ao topo das listas de mais vendidos. Entre os cerca de 90 livros da coleção, “O escaravelho do diabo”, que chega hoje aos cinemas sob a direção de Carlo Milani, talvez seja o exemplo mais bem-sucedido do projeto.

Leitura quase obrigatória nas aulas de Português e Literatura nos anos 1980 e 90, o livro de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) foi lançado originalmente em 1956, na revista “O Cruzeiro”. Mas ganhou fama quando foi relançado pela Vaga-Lume em 1972. Fama suficiente para que, 44 anos depois, a obra vire um aguardado filme, com Marcos Caruso e Jonas Bloch no elenco.

Publicado em O Globo

RIO — Iniciada em 1972, a Série Vaga-Lume, da Editora Ática, foi uma febre entre leitores adolescentes e alçou escritores pouco celebrados ao topo das listas de mais vendidos. Entre os cerca de 90 livros da coleção, “O escaravelho do diabo”, que chega hoje aos cinemas sob a direção de Carlo Milani, talvez seja o exemplo mais bem-sucedido do projeto.

Leitura quase obrigatória nas aulas de Português e Literatura nos anos 1980 e 90, o livro de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) foi lançado originalmente em 1956, na revista “O Cruzeiro”. Mas ganhou fama quando foi relançado pela Vaga-Lume em 1972. Fama suficiente para que, 44 anos depois, a obra vire um aguardado filme, com Marcos Caruso e Jonas Bloch no elenco.

RELANÇAMENTO

Antiga capa de 'O escaravelho do diabo' - Reprodução

Antiga capa de ‘O escaravelho do diabo’ – Reprodução

A trama simples, que se passa em Vista Alegre, no interior paulista, mostra a saga de Alberto, um jovem que tenta descobrir a identidade do misterioso assassino do irmão, com a ajuda da menina de quem ele gosta e de um inspetor de Polícia. Um sinistro hábito do criminoso chama a atenção do trio: às vésperas dos crimes, ele envia a suas vítimas caixas com os insetos que dão título à obra.

“O escaravelho…” deve ganhar companhia em breve nos cinemas. A produtora RT Features comprou os direitos de três outros clássicos da série, todos escritos por Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato (1925-1999). São todos dos anos 1980: “O mistério do cinco estrelas” (1981), “O rapto do garoto de ouro” (1982) e “Um cadáver ouve rádio” (1983). A empresa diz que ainda não definiu diretores e atores das produções. Porém, promete que as filmagens começam em 2017.

Há dois anos, a série voltou a ser lembrada por causa da morte de Jayme Leão, o ilustrador de suas impactantes capas. Vários leitores elegeram e compartilharam seus desenhos favoritos, em homenagem ao artista gráfico pernambucano.

Ainda na maré de recordações, a Ática relançou, em 2015, dez títulos da coleção. Além de “O escaravelho…”, voltaram às lojas “A ilha perdida” (1973), de Maria José Dupré; “Tonico” (1976), de José Rezende Filho; “Spharion” (1979), de Lúcia Machado de Almeida; “Os barcos de papel” (1980), de José Maviel Monteiro; “O feijão e o sonho” (1983), de Orígenes Lessa; “Açúcar amargo” (1986), de Luiz Puntel; “A turma da rua quinze” (1990), de Marçal Aquino; “A aldeia sagrada” (1993), de Francisco Marins; e “Deu a louca no tempo” (1999), de Marcelo Duarte. O plano era lançar outros neste ano, mas nada foi anunciado até o momento.

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