O Conto da Aia – Margaret Atwood

O Conto da Aia – Margaret Atwood

Num futuro próximo, religiosos renegam a ciência e criam uma sociedade que segue severamente os preceitos bíblicos. Na República de Gilead, o conhecimento é restrito a uma pequena parcela da população e o único valor que as mulheres possuem é o poder de gerar filhos e de servir aos homens.

Offred é uma aia de um comandante da república. Ela tem permissão para ir até à rua uma vez por dia para comprar comida nos mercados, onde as placas foram substituídas por figuras, já que não é mais permitido que as mulheres aprendam a ler. Offred também é obrigada, uma vez por mês, a ajoelhar-se e orar para que o comandante a engravide, considerando que, numa época de natalidade escassa, ela e as outras aias são valorizadas apenas se seus ovários forem férteis. Se não o forem, elas serão consideradas dissidentes, sendo enforcadas e postas em exibição nos muros, ou expulsas e enviadas para a morte lenta pelos efeitos da radiação.

Nem mesmo este Estado repressivo, no entanto, pode obliterar o desejo – de Offred ou dos dois homens dos quais depende o seu futuro.

Concebida e executada de maneira brilhante, esta poderosa metáfora do século XXI dá toda a rédea à ironia devastadora, ao humor e à percepção sagaz de Margaret Atwood.

Num futuro próximo, religiosos renegam a ciência e criam uma sociedade que segue severamente os preceitos bíblicos. Na República de Gilead, o conhecimento é restrito a uma pequena parcela da população e o único valor que as mulheres possuem é o poder de gerar filhos e de servir aos homens.

Offred é uma aia de um comandante da república. Ela tem permissão para ir até à rua uma vez por dia para comprar comida nos mercados, onde as placas foram substituídas por figuras, já que não é mais permitido que as mulheres aprendam a ler. Offred também é obrigada, uma vez por mês, a ajoelhar-se e orar para que o comandante a engravide, considerando que, numa época de natalidade escassa, ela e as outras aias são valorizadas apenas se seus ovários forem férteis. Se não o forem, elas serão consideradas dissidentes, sendo enforcadas e postas em exibição nos muros, ou expulsas e enviadas para a morte lenta pelos efeitos da radiação.

Nem mesmo este Estado repressivo, no entanto, pode obliterar o desejo – de Offred ou dos dois homens dos quais depende o seu futuro.

Concebida e executada de maneira brilhante, esta poderosa metáfora do século XXI dá toda a rédea à ironia devastadora, ao humor e à percepção sagaz de Margaret Atwood.

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