O Cisne de Prata – Quirke #02 – Benjamin Black

O Cisne de Prata – Quirke #02 – Benjamin Black

Segundo de uma série de romances policiais escrito pelo premiado escritor irlandês John Banville sob o pseudônimo de Benjamim Black, “O Cisne de Prata” traz de volta o patologista Garret Quirke, protagonista de O pecado de Christine, também lançado no Brasil pela Rocco, numa trama de mistério ambientada na Irlanda dos anos 1950. Procurado por um ex-colega de escola cuja mulher foi encontrada morta nas águas da baía de Dublin, Quirke acaba se envolvendo numa teia de assassinatos, adultério, vingança, sexo, drogas e de desdobramentos surpreendentes.

Segundo de uma série de romances policiais escrito pelo premiado escritor irlandês John Banville sob o pseudônimo de Benjamim Black, “O Cisne de Prata” traz de volta o patologista Garret Quirke, protagonista de O pecado de Christine, também lançado no Brasil pela Rocco, numa trama de mistério ambientada na Irlanda dos anos 1950. Procurado por um ex-colega de escola cuja mulher foi encontrada morta nas águas da baía de Dublin, Quirke acaba se envolvendo numa teia de assassinatos, adultério, vingança, sexo, drogas e de desdobramentos surpreendentes.

A história se passa dois anos depois dos acontecimentos retratados no primeiro thriller policial do autor, lançado no Brasil também pela Rocco. De lá para cá, muita coisa aconteceu na vida de Quirke: ele perdera Sarah, irmã de sua jovem esposa, Delia, que morrera no parto de sua filha; seu pai adotivo está internado num hospital, paralisado por um derrame devastador; e sua filha, Phoebe, a quem ele nunca reconheceu, está crescendo cada vez mais rebelde e isolada.

Dessa vez, a trama começa com um inusitado pedido de um antigo colega de Quirke: Billy Hunt, ex-atlético e popular estudante que via com olhos hostis a figura de Quirke, o jovem metido a intelectual, queria que ele não “desmembrasse” o corpo de sua mulher, Deirdre Hunt, encontrada morta no rio que corta a cidade de Dublin. Quirke reluta em se envolver com o drama, mas não consegue resistir a mais um mistério que bate a sua porta.

Apesar de tudo apontar para suicídio, Quirke conhece pessoas que podem ter selado o destino de Deirdre Hunt. Desde pequena, a bela ruiva de olhos azuis só queria seguir seu destino, fora da pobreza que a cercava. Trabalhando em uma farmácia, ela conheceu Billy, dezesseis anos mais velho que ela.

A vida de Deirdre, no entanto, dá uma virada quando um exótico homem de pele morena atravessa seu caminho: Dr. Kretuz, filho de um psicanalista austríaco e de uma jovem indiana, curandeiro espiritual que preenche as horas de Deirdre com histórias místicas. Há ainda Leslie White, um oportunista sedutor de quem Deirdre se torna sócia do salão O Cisne de Prata.

A ambição da jovem tem um preço, e aparecer morta nas profundas e turvas águas de Dublin sem motivo aparente pode não ter sido um acidente: afinal, o que era a marca de agulha no braço de Deirdre? Quem a espetou? O que Billy sabia? O autor monta uma estrutura narrativa na qual o leitor acompanha passo a passo a investigação pelo olhar do personagem, ao mesmo tempo em que conhece melhor a história da vítima por meio de flashbacks.

Em O cisne de prata, Black mantém o suspense com desdobramentos surpreendentes. Com maestria, ele mescla a trama de longas passagens descritivas com personagens verossímeis e densos dramas psicológicos, fazendo do livro um tratado sobre a natureza humana.

 

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