O Ato e O Fato: O Som e a Fúria do Que Se Viu no Golpe de 1964 – Carlos Heitor Cony

O Ato e O Fato: O Som e a Fúria do Que Se Viu no Golpe de 1964 – Carlos Heitor Cony

Foi num ambiente de pânico e confusão, de vilanias, de sadismo, de boçalidade que um jornal – o Correio da Manhã – começou a erguer no Rio de Janeiro, com a força de seu prestígio, uma primeira e corajosa linha de defesa da democracia ofendida e humilhada pelas pérfidas manobras dos inimigos da emancipação nacional.

A firmeza com que Niomar Moniz Sodré Bittencourt conseguiu, sob ameaças e perigos reais, manter essa brilhante campanha merecerá, um dia, a devida atenção e o emocionado respeito dos cronistas desta fase de nossa História. Das páginas vibrantes do Correio da Manhã saía um alento de liberdade que entusiasmava e soerguia, do lodo e da abjeção, todo um povo envergonhado e cabisbaixo. Otto Maria Carpeaux, Márcio Moreira Alves, Hermano Alves, Antonio Callado, Edmundo Moniz foram soldados que não se retraíram diante do perigo e deram forma e substância a essa contraofensiva tão digna quanto solitária. Nenhum outro jornal, em todo o Brasil, teve a coragem de seguir o exemplo do Correio da Manhã.

Mas um jornalista do Correio, mais do que qualquer outro, se transformou no panfletário que a hora exigia e a nação esperava para lavar a face e levantar a cabeça. Seu nome, hoje conhecido em todo o Brasil: Carlos Heitor Cony.

Lobo solitário de feroz individualismo, escritor que se caracteriza pela audácia com que rompe, em seus romances, todos os cânones da hipocrisia burguesa, Cony passou a desempenhar conscientemente o papel de aríete com que os homens livres forçavam as portas da masmorra ditatorial que os notórios inimigos da democracia desejavam construir no Brasil. Paladino sem filiação política, cruzado sem cruz, Cony erguia sua voz e brandia sua pena, qual novo Cid, em defesa da dignidade essencial do ser humano, ponto de apoio e meta final de todas as ideologias que procurem conduzi-lo a futuro de plena realização.

Neste livro, que ficará histórico, que não marcará apenas um momento, mas todo um sentido de grandeza, estão reunidas as crônicas que Cony escreveu nos dias incertos e perigosos que o Brasil viveu em 1964. Quem passou por eles, quem lhes provou o sabor amargo, deles jamais se esquecerá.

Foi num ambiente de pânico e confusão, de vilanias, de sadismo, de boçalidade que um jornal – o Correio da Manhã – começou a erguer no Rio de Janeiro, com a força de seu prestígio, uma primeira e corajosa linha de defesa da democracia ofendida e humilhada pelas pérfidas manobras dos inimigos da emancipação nacional.

A firmeza com que Niomar Moniz Sodré Bittencourt conseguiu, sob ameaças e perigos reais, manter essa brilhante campanha merecerá, um dia, a devida atenção e o emocionado respeito dos cronistas desta fase de nossa História. Das páginas vibrantes do Correio da Manhã saía um alento de liberdade que entusiasmava e soerguia, do lodo e da abjeção, todo um povo envergonhado e cabisbaixo. Otto Maria Carpeaux, Márcio Moreira Alves, Hermano Alves, Antonio Callado, Edmundo Moniz foram soldados que não se retraíram diante do perigo e deram forma e substância a essa contraofensiva tão digna quanto solitária. Nenhum outro jornal, em todo o Brasil, teve a coragem de seguir o exemplo do Correio da Manhã.

Mas um jornalista do Correio, mais do que qualquer outro, se transformou no panfletário que a hora exigia e a nação esperava para lavar a face e levantar a cabeça. Seu nome, hoje conhecido em todo o Brasil: Carlos Heitor Cony.

Lobo solitário de feroz individualismo, escritor que se caracteriza pela audácia com que rompe, em seus romances, todos os cânones da hipocrisia burguesa, Cony passou a desempenhar conscientemente o papel de aríete com que os homens livres forçavam as portas da masmorra ditatorial que os notórios inimigos da democracia desejavam construir no Brasil. Paladino sem filiação política, cruzado sem cruz, Cony erguia sua voz e brandia sua pena, qual novo Cid, em defesa da dignidade essencial do ser humano, ponto de apoio e meta final de todas as ideologias que procurem conduzi-lo a futuro de plena realização.

Neste livro, que ficará histórico, que não marcará apenas um momento, mas todo um sentido de grandeza, estão reunidas as crônicas que Cony escreveu nos dias incertos e perigosos que o Brasil viveu em 1964. Quem passou por eles, quem lhes provou o sabor amargo, deles jamais se esquecerá.

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