O Alimento dos Deuses – H. G. Wells

O Alimento dos Deuses – H. G. Wells

A obra de H. G. Wells não se atém aos limites da ciência e da possibilidade: são fantasias puras, sem compromissos com a realidade física, imediata – fábulas em que os vôos de fantasia serviam apenas ao entretenimento, com fins morais. O Alimento dos Deuses, porém, não é exatamente isso. A história em si parece, de fato, demasiado inverossímil. Dois cientistas um tanto excêntricos, bem britânicos, pesquisando o mecanismo do crescimento dos seres vivos, descobrem uma substância que acelera exageradamente esse crescimento, criando gigantismo em tudo – seres humanos, animais, plantas, insetos. É o chamado alimento dos deuses, que logo escapa do controle dos dois e começa a espalhar-se pelo mundo, produzindo espécimes gigantes e perigosos, e termina provocando uma guerra entre os gigantes e os pequenos, ou seja, os normais. À primeira vista, portanto, parece que se enquadra na definição de Wells: não tem contato com a realidade e busca apenas divertir, denunciando, no processo, a intolerância humana para com as coisas incomuns – os gigantes, no caso, poderiam ser tomados, por exemplo, como gigantes intelectuais, incompreendidos pelos homens comuns. Mas quando se pensa nas manipulações que hoje se fazem com a engenharia genética, a fábula, apesar de continuar sendo improvável, já não se mostra tão inverossímil assim. Embora chame a atenção para os perigos da manipulação indiscriminada de forças desconhecidas da natureza, está muito mais interessado na denúncia daqueles obscurantistas que, a pretexto de preservar uma normalidade que não pode deixar de ser transitória, simplesmente externam os seus pavores instintivos, atávicos, selvagens, do desconhecido – o campo da ciência.

A obra de H. G. Wells não se atém aos limites da ciência e da possibilidade: são fantasias puras, sem compromissos com a realidade física, imediata – fábulas em que os vôos de fantasia serviam apenas ao entretenimento, com fins morais. O Alimento dos Deuses, porém, não é exatamente isso. A história em si parece, de fato, demasiado inverossímil. Dois cientistas um tanto excêntricos, bem britânicos, pesquisando o mecanismo do crescimento dos seres vivos, descobrem uma substância que acelera exageradamente esse crescimento, criando gigantismo em tudo – seres humanos, animais, plantas, insetos. É o chamado alimento dos deuses, que logo escapa do controle dos dois e começa a espalhar-se pelo mundo, produzindo espécimes gigantes e perigosos, e termina provocando uma guerra entre os gigantes e os pequenos, ou seja, os normais. À primeira vista, portanto, parece que se enquadra na definição de Wells: não tem contato com a realidade e busca apenas divertir, denunciando, no processo, a intolerância humana para com as coisas incomuns – os gigantes, no caso, poderiam ser tomados, por exemplo, como gigantes intelectuais, incompreendidos pelos homens comuns. Mas quando se pensa nas manipulações que hoje se fazem com a engenharia genética, a fábula, apesar de continuar sendo improvável, já não se mostra tão inverossímil assim. Embora chame a atenção para os perigos da manipulação indiscriminada de forças desconhecidas da natureza, está muito mais interessado na denúncia daqueles obscurantistas que, a pretexto de preservar uma normalidade que não pode deixar de ser transitória, simplesmente externam os seus pavores instintivos, atávicos, selvagens, do desconhecido – o campo da ciência.

 

1 comentário em “O Alimento dos Deuses – H. G. WellsAdicione o seu →

  1. Boa Noite SR. Exilado. Parabéns pelo site, ele é fantástico. Sou um grande fã de ficção cientifica e História Geral. Tenho uma grande coleção de livros de FC porém poucos de história geral. Enfim qualquer livro que fale sobre espionagem na segunda guerra mundial, guerra fria e grandes momentos históricos da humanidade serão muito bem vindos. Com certeza engrandecerá ainda mais o site que já é uma obra-prima.

    Muito obrigado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *