Nos Cumes do Desespero – Emil Cioran

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Escrito em romeno em 1933, quando o autor contava 22 anos de idade, este é o primeiro livro do filósofo Emil Cioran (depois, ele passa a escrever em francês). Explosão de angústia e lirismo, esta obra não tinha outra pretensão que não a de expressar de forma brutal e avassaladora a dor de existir.

Laureada com o Prêmio Jovens Escritores, a obra também é fruto de suas leituras de Nietzsche, Schopenhauer, Bergson, Pascal e Dostoiévski. Mas, para além das leituras e influências eruditas, Nos cumes do desespero é resultado sobretudo de sua experiência com a insônia, a vigília ininterrupta, esse “nada sem trégua”. A partir dela, Cioran postulou a inutilidade da filosofia e descobriu o alívio da palavra desencantada, sem o qual, “teria posto fim às suas noites”. Nos cumes do desespero já antecipa não apenas os temas – o niilismo cósmico, o ceticismo e a meditação lúcida e radical sobre o “inconveniente de ter nascido” – mas também muito do estilo que o consagrou.

 

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