Naufrágios – Akira Yoshimura

Naufrágios – Akira Yoshimura

Numa praia isolada do Japão medieval, uma comunidade de pescadores partilha da pobreza, da fome e de um obscuro e terrível segredo. Isaku é um menino de nove anos que vive numa aldeia na costa do Japão medieval, sobrevivendo precariamente daquilo que o mar lhe dá – moluscos, peixes, conchas. Os aldeões também destilam sal para os povoados vizinhos, em grandes caldeirões sobre fogueiras que ardem durante as noites de inverno. A manufatura do sal tem, porém, uma utilidade oculta e macabra: as chamas que brilham na escuridão confundem e atraem barcos que passam pela costa, fazendo-os lançar-se sobre os recifes da ilha. Quando o naufrágio acontece, os aldeões saqueiam o navio, trucidam a tripulação e obtêm provisões para muitos meses. É por meio do menino que o leitor acompanha o cotidiano dos pescadores, que convivem com a penúria e a fome. E é pelo olhar assombrado e ingênuo do garoto que testemunhamos a tragédia que se abate sobre a aldeia quando surge na costa um pequeno barco à deriva – um barco com uma carga de inimaginável terror, destruição e morte. Muito mais do que uma história arrepiante, Naufrágios é um retrato da crueldade que deriva da miséria. Assinado por um dos maiores nomes da literatura japonesa atual, esta obra é um romance aclamado também pela crítica ocidental, que o classificou como um poderoso conto de terror, nos moldes dos clássicos góticos.

Numa praia isolada do Japão medieval, uma comunidade de pescadores partilha da pobreza, da fome e de um obscuro e terrível segredo. Isaku é um menino de nove anos que vive numa aldeia na costa do Japão medieval, sobrevivendo precariamente daquilo que o mar lhe dá – moluscos, peixes, conchas. Os aldeões também destilam sal para os povoados vizinhos, em grandes caldeirões sobre fogueiras que ardem durante as noites de inverno. A manufatura do sal tem, porém, uma utilidade oculta e macabra: as chamas que brilham na escuridão confundem e atraem barcos que passam pela costa, fazendo-os lançar-se sobre os recifes da ilha. Quando o naufrágio acontece, os aldeões saqueiam o navio, trucidam a tripulação e obtêm provisões para muitos meses. É por meio do menino que o leitor acompanha o cotidiano dos pescadores, que convivem com a penúria e a fome. E é pelo olhar assombrado e ingênuo do garoto que testemunhamos a tragédia que se abate sobre a aldeia quando surge na costa um pequeno barco à deriva – um barco com uma carga de inimaginável terror, destruição e morte. Muito mais do que uma história arrepiante, Naufrágios é um retrato da crueldade que deriva da miséria. Assinado por um dos maiores nomes da literatura japonesa atual, esta obra é um romance aclamado também pela crítica ocidental, que o classificou como um poderoso conto de terror, nos moldes dos clássicos góticos.

 

1 comentário em “Naufrágios – Akira YoshimuraAdicione o seu →

  1. Sempre gostei muito de filmes japoneses e, em função disso, resolvi experimentar ler um livro japonês.

    Fui muito feliz na escolha do livro. Naufrágio é livro muito sensível e me fez levar um choque com seu final.

    Recomendo.

    1. Sr. exilado, gostaria de parabenizá-lo pelo site e a qualidade dos livros que são disponibilizados nele. E exatamente por causa da qualidade pela qual você tanto prima que acho que é importante registrar que o livro Naufrágios esta incompleto, pelo que pude notar faltam cerca de 60 páginas.

      Atenciosamente.

  2. excelente livro!

    as idiossincrasias de um povoado preso a um sistema rígido, de razões culturais, religiosas e sociais. está aqui a tragédia das pessoas fechadas em si mesmas.

  3. Livro interessante. Mas com o decorrer da estoria vai ficando meio monotono. Pra falar a verdade até pulei uma parte. Porem, o final é SUR-PRE-EN-DEN-TE!!!!!!!!

  4. Já conhecia o livro. Li e achei muuito bão! Sou meio suspeito por gostar bastante da literatura japonesa. Mas esse livro é fascinante! Descreve uma situação no mínimo inusitada, de moradores daquele arquipélago que enfrentam problemas cotidianos típicos de quem mora numa das ilhas. Excelente narrativa!

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