Música para Camaleões – Truman Capote

Música para Camaleões – Truman Capote

Ainda jovem, Truman Capote percebera que “havia uma diferença entre escrever muito bem e a verdadeira arte; sutil, mas devastadora”. Na literatura como na intimidade, viveu sob o mandamento de apostar sempre mais alto. Música para camaleões (1980), ao mesmo tempo suma de todo o seu savoir-faire literário e aposta em novas formas de escrita, é a prova cabal disso. De fato, o sucesso de A sangue frio (1966) criara um dilema para Capote: como seguir adiante sem repisar as próprias pegadas?
A resposta encontra-se neste livro, que radicaliza o projeto do jornalismo literário. Livre da envergadura romanesca, do anonimato e da imparcialidade, Capote arrisca-se na exibição plena de si e dos outros em peças ágeis, onde personagens e situações se revelam com limpidez máxima, beirando a ficção, mal importa quem sejam: o próprio Capote, uma velha dama caribenha tocando piano para camaleões, um parceiro beatnik de Charles Mason, um serial killer cerebrino contra um detetive empedernido no meio-oeste americano, um velório na companhia de Marilyn Monroe. Nas pequenas jóias de Música para camaleões, todos se revelam em exposição máxima, plenos de brilho, horror ou vulnerabilidade.

Ainda jovem, Truman Capote percebera que “havia uma diferença entre escrever muito bem e a verdadeira arte; sutil, mas devastadora”. Na literatura como na intimidade, viveu sob o mandamento de apostar sempre mais alto. Música para camaleões (1980), ao mesmo tempo suma de todo o seu savoir-faire literário e aposta em novas formas de escrita, é a prova cabal disso. De fato, o sucesso de A sangue frio (1966) criara um dilema para Capote: como seguir adiante sem repisar as próprias pegadas?
A resposta encontra-se neste livro, que radicaliza o projeto do jornalismo literário. Livre da envergadura romanesca, do anonimato e da imparcialidade, Capote arrisca-se na exibição plena de si e dos outros em peças ágeis, onde personagens e situações se revelam com limpidez máxima, beirando a ficção, mal importa quem sejam: o próprio Capote, uma velha dama caribenha tocando piano para camaleões, um parceiro beatnik de Charles Mason, um serial killer cerebrino contra um detetive empedernido no meio-oeste americano, um velório na companhia de Marilyn Monroe. Nas pequenas jóias de Música para camaleões, todos se revelam em exposição máxima, plenos de brilho, horror ou vulnerabilidade.

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