Ministério Público investiga se livros do MEC têm viés ideológico

Ministério Público investiga se livros do MEC têm viés ideológico

Um inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso vai fiscalizar obras educativas adotadas no âmbito no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação (MEC). A ação do MPF foi motivada após questionamentos sobre o possível viés ideológico de determinados títulos que integram, principalmente, o currículo de disciplinas da área de ciências humanas, como História e de Geografia.

Estão sob suspeita obras didáticas de História e Geografia; governo ainda não foi informado sobre ação do MPF-MT

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Um inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal de Mato Grosso vai fiscalizar obras educativas adotadas no âmbito no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação (MEC). A ação do MPF foi motivada após questionamentos sobre o possível viés ideológico de determinados títulos que integram, principalmente, o currículo de disciplinas da área de ciências humanas, como História e de Geografia.

En 29 de fevereiro, em reportagem intitulada “É ético usar a sala de aula pra ‘fazer a cabeça’ dos nossos alunos?”, publicada no site da revista “Época”, o cientista político e professor do Insper, Fernando Schuller, concluiu que há doutrinação ideológica no material adotado pelo MEC.

Após analisar dez títulos, na avaliação de Schuller, nenhum deles efetuava uma visão pluralista dos fatos. Para exemplificar os argumentos, ele cita os livros “Estudos de História” (FTD), “História Geral e do Brasil” (Spicione), “História conecte” (Saraiva) e “História para o ensino médio” (Atual).

O procurador Cleber de Oliveira Tavares Neto decidiu pedir ao Ministério da Educação que sejam indicados quais dos livros listados foram distribuídos para a rede pública de ensino nos últimos cinco anos, quais constam no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e que o ministério apresente a justificativa pedagógica para a adoção de cada uma das obras em questão.

De acordo com o MEC, a cada período são contratados professores-pesquisadores das universidades públicas para atuar como avaliadores de livros em cada uma das disciplinas escolares. Esse grupo é quem dá o parecer sobre quais títulos podem integrar o PNLD. A partir de uma lista com o parecer da comissão de especialistas, os professores que atuam no ensino fundamental e médio escolhem as obras que serão usadas nas escolas. O ministério informou que, até a publicação da reportagem, ainda não havia sido notificado da decisão do MPF.

2 comentários em “Ministério Público investiga se livros do MEC têm viés ideológicoAdicione o seu →

  1. O MP de MT já começou errado. Qualquer narrativa tem “viés ideológico”. É óbvio que a ideologia do reporter da tal revista e do professor que criticou as afirmações são de outro “viés ideológico” do daqueles que escreveram os livros do MEC. A escola crítica é uma linha de pensamento em si e propõe a transformação da realidade a partir da análise dialética e da tríade tese, antítese e síntese. Já o pensamento liberal se baseia no direito incondicional ao indivíduo, mesmo que isso possa causar danos ao coletivo (livre iniciativa). O pensamento liberal toma como orgânico e natural, o mercado que seria um ente com regras estáticas que se auto regularia sem necessidade de intervenção humana. O pensamento crítico entende o mercado como fruto da ação do ser humano e, portanto, sujeito a regulação sempre que este puser em risco o coletivo… E por aí vai… Falta estofo no MP de MT!

    1. Falta estofo a você, Eduardo. O pensamento da tal “escola crítica” propõe a supressão do indivíduo em nome de um suposto “bem coletivo”, que nada mais é que o controle total dos indivíduos por uma casta de burocratas que têm a prepotência de forjar “o novo homem”, uma sociedade desenvolvida na imposição de taras ideológicas de uma pequena elite burocrática. Só o fato do tal “pensamento crítico” desconsiderar que o estado natural do ser humano é a miséria – o ser humano primitivo não nasceu com acesso a wifi e plano de saúde – já deixa patente o tanto que tal corrente de pensamento é equivocada. O ser humano cria a riqueza e o bem estar através do trabalho intelectual e braçal. Existe dano maior que a supressão da individualidade em nome de um ente abstrato “coletivo” o qual as necessidades deste são forjadas em mentes cujo único desejo é moldar o mundo ao seu ensejo?
      Que o MP “entre de sola” nessa questão. Chega de livro de “nois pega os peixe” e “Cuba é um modelo de sociedade”.

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