Meu Michel – Amós Oz

Meu Michel – Amós Oz

Em ‘Meu Michel’, Hana Gonen, nascida em Jerusalém, é casada com um geólogo – o ‘meu Michel’ – calmo, trabalhador, sensível, que ao contrário da mulher, se recusa a estender seus sonhos para além da linha do despertar. Para Michel, o tempo presente é a matéria dócil com a qual se deve moldar o futuro. Já Hana se apega à memória e às palavras como quem se agarra a um parapeito num lugar muito alto. Com o passar do tempo, a fenda entre os dois se alarga. Abandonada entre os próprios pensamentos, girando em volta de si mesma, o mundo exterior aos poucos deixa de ser uma referência para ela. Os contornos se borram. Schízo – em grego, cisão, separação – é o termo para esse desgarrar-se da realidade, para o delírio que aos poucos cresce dentro de Hana como uma planta exuberante quando atos, desejos, memória e palavra não mais coincidem.

Em ‘Meu Michel’, Hana Gonen, nascida em Jerusalém, é casada com um geólogo – o ‘meu Michel’ – calmo, trabalhador, sensível, que ao contrário da mulher, se recusa a estender seus sonhos para além da linha do despertar. Para Michel, o tempo presente é a matéria dócil com a qual se deve moldar o futuro. Já Hana se apega à memória e às palavras como quem se agarra a um parapeito num lugar muito alto. Com o passar do tempo, a fenda entre os dois se alarga. Abandonada entre os próprios pensamentos, girando em volta de si mesma, o mundo exterior aos poucos deixa de ser uma referência para ela. Os contornos se borram. Schízo – em grego, cisão, separação – é o termo para esse desgarrar-se da realidade, para o delírio que aos poucos cresce dentro de Hana como uma planta exuberante quando atos, desejos, memória e palavra não mais coincidem.

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