Máscaras do Destino – Florbela Espanca

Máscaras do Destino – Florbela Espanca

Obra publicada em 1931, um ano após a morte da poetisa, mas foi escrita em 1927, logo após a morte do irmão de Florbela.

Muito se tem discutido sobre a natureza da relação de Florbela como o seu irmão Apele, havendo muitas especulações se a poetisa sentia pelo irmão algum amor platônico em segredo; se esse era um sentimento recíproco e mantinham ambos uma relação incestuosa; ou se tudo era fruto de uma forte ligação de amizade fraternal. Especulações à parte, o que se sabe é que Florbela via no irmão, segundo palavras suas, a sua “verdadeira alma gêmea”; alguém lhe estava intelectualmente mais próximo e que, simultaneamente, representava o elo com a infância e o ponto de apoio firme da poetisa. Quando ela oscilava entre um sentimento de desvalorização de si própria e o desejo de ser valorizada, era a influência de Apeles que a conduzia ao equilíbrio.

Obra publicada em 1931, um ano após a morte da poetisa, mas foi escrita em 1927, logo após a morte do irmão de Florbela.

Muito se tem discutido sobre a natureza da relação de Florbela como o seu irmão Apele, havendo muitas especulações se a poetisa sentia pelo irmão algum amor platônico em segredo; se esse era um sentimento recíproco e mantinham ambos uma relação incestuosa; ou se tudo era fruto de uma forte ligação de amizade fraternal. Especulações à parte, o que se sabe é que Florbela via no irmão, segundo palavras suas, a sua “verdadeira alma gêmea”; alguém lhe estava intelectualmente mais próximo e que, simultaneamente, representava o elo com a infância e o ponto de apoio firme da poetisa. Quando ela oscilava entre um sentimento de desvalorização de si própria e o desejo de ser valorizada, era a influência de Apeles que a conduzia ao equilíbrio.