Marilyn e JFK – François Forestier

Marilyn e JFK – François Forestier

Romancista e renomado crítico de cinema, François Forestier faz o primeiro relato completo da história de amor entre o maior símbolo sexual de Hollywood e o ex-presidente americano

Romancista e renomado crítico de cinema, François Forestier faz o primeiro relato completo da história de amor entre o maior símbolo sexual de Hollywood e o ex-presidente americano

De vez em quando, Marilyn vem passar a noite. Mais do que nunca ela é a estrela das estrelas, a mulher mais sexy de todos os tempos, a maior invenção de Deus para fazer os homens morrerem de desejo. Marilyn, a suprema tentação, a derradeira guloseima. Está no topo do mundo: não há um pai de família em Minnesota ou em Kamchatka que não sonhe com ela, nenhum indivíduo do sexo masculino nas Ilhas Curilas ou na Terra de Baffin que não reze para ganhá-la de presente. Basta dizer que até gays se fantasiam de Marilyn.

Vem o final do ano. Aproxima-se o Natal. Marilyn, uma noite, aborda a questão do casamento com JFK, que está passando a mão em sua coxa e constatando que ela está sem calcinha. Jack responde com clareza, com a mão sobre a origem do mundo:

– Serei candidato à presidência. Não posso me divorciar.

Marilyn abaixa os olhos. Não está habituada a que lhe digam não.

São os tempos da Guerra Fria, com J. Edgar Hoover chefiando o FBI e Frank Sinatra cantando Come Fly with Me. Marilyn Monroe é o maior símbolo sexual dos Estados Unidos e o senador John F. Kennedy se prepara para chegar à presidência. Lindos e carismáticos, os dois tentam manter em segredo um relacionamento amoroso de dez anos, mas não escapam aos microfones da Máfia, do FBI e da inimiga KGB. Em meio ao voyeurismo do Estado, a chantagens, manipulações, eleições compradas e dinheiro ilícito, uma Marilyn Monroe à beira da loucura encontra um JFK às portas do escândalo.

Há biografias de Marilyn Monroe e biografias de John Fitzgerald Kennedy. Mas este é o primeiro relato completo da história dos dois juntos – narrado como se fosse um roteiro de filme noir, rico em detalhes, emoção e humor negro. Nenhuma passagem da trágica história do casal é suavizada nesta narrativa, baseada sobretudo em entrevistas com as principais figuras envolvidas na história do casal, como Billy Wilder, um dos maiores cineastas de Hollywood, que dirigiu Marilyn em dois filmes da época: Quanto mais quente melhor e o Pecado mora ao lado.

Marilyn e JFK revela a paixão da musa e faz questão de desmistificar a aura de bom moço do presidente americano. Por trás da loira fatal, uma pobre moça ninfomaníaca, viciada em drogas, que administra suas relações íntimas com cuidado e sinceridade. Sob a máscara do jovem presidente bronzeado e popular, a obsessão pelo sexo, a avareza, o egocentrismo e a vaidade. Para François Forestier, seu livro difere das diversas biografias existentes sobre Marilyn e JFK, na medida em que procura ir além dos perfis clássicos da atriz, descrita ora como uma heroína feminista, ora como uma pobre jovem manipulada; ou de JFK, simplificado como aventureiro trivial e político medíocre.

“Para iluminar um pouco tanta escuridão, foi preciso uma sólida documentação, um editor paciente e um defeito crucial: uma má índole. Eu tenho.”, instiga o autor, que vive em Paris. O que mais o entusiasmou e impressionou durante as pesquisas para o livro, conta Forestier, foi o nível de espionagem sobre as vidas de Marilyn e JFK. “O FBI gravava suas conversas, a Máfia instalou câmeras na casa de Marilyn, a CIA vivia mobilizada em torno deles, o psicanalista dela gravava as sessões. Eles eram observados absolutamente todo o tempo”, observa o autor.

Romancista, biógrafo e crítico de cinema da revista Nouvel Observateur, Forestier não acredita que seu livro forneça novas pistas sobre a morte de Kennedy, mas sim uma nova forma de enxergar o mistério. “Tenho certeza que a verdade sobre o assassinato de JKF está nos arquivos da CIA. A questão é quando teremos acesso a ela”, diz o autor.

Quanto à morte de Marilyn, Forestier afasta completamente a hipótese de seu assassinato pela família Kennedy. “Ela simplesmente morreu de mais uma overdose, a última depois das várias que já havia enfrentado. Só no mês que antecedeu sua morte, ela teve três delas”, afirma. “Mas isso também não significa que Marilyn não teria sido assassinada logo depois. Seu cadáver foi violado, sua casa vasculhada e seus pertences pessoais roubados”, lembra Forestier. O autor também questiona a versão de suicídio: “Marilyn era uma suicida em potencial, mas isso não quer dizer que ela tenha se suicidado. Ela simplesmente tomou pílulas demais, por azar.”

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