Manifesto do Nada na Terra do Nunca – Lobão

Manifesto do Nada na Terra do Nunca – Lobão

Leia, antes de bater.

É certo que muita gente vai criticar este livro só de orelhada, a partir de frases tiradas do contexto e de uma visão este-reotipada de seu autor. Metralhadora gira­tória, reacionário, falastrão, do contra, os rótulos escorregam sem colar nessa alma indócil que se dá ao direito de questionar tudo e todos neste Manifesto sobre uma grande Terra do Nunca chamada Brasil.

Com a inteligência e ironia desconcer­tantes que são bem conhecidas de seus leitores, Lobão mostra que suas ideias são muito mais coerentes e profundas do que seus detratores temem reconhe­cer. Foram meses se debruçando sobre uma bibliografia eclética, que se recusa a seguir o caminho daqueles que só leem por uma cartilha. E outros tantos anos se aventurando por um Brasil profundo que os intelectuais de gabinete desconhecem, narrados com uma sagacidade e humor que aproximam algumas das páginas deste Manifesto estético e político do melhor jornalismo gonzo já publicado no país. Tudo isso para desmascarar os ví­cios da formação cultural brasileira com argumentos que não podem ser reduzi­dos a uma análise simplista, desatenta ou preconceituosa.

Se, em seu primeiro livro, Lobão falou de sua vida, agora mergulha seu pensa­mento sem amarras em águas profundas. Para ele, não há ideias nem mitos intocá­veis. Sobra para todo mundo. As vítimas? Uma inteligência burra, uma aristocracia estatizada, uma comissão da inverdade, uma MPB de proveta e muitas ideias pré­-fabricadas.

“Pra ser bom, é preciso ser cruel”, avisa Lobão já no prólogo, um surpreendente poema-manifesto. Mas jamais inconse­quente. Uma das características mais marcantes do livro é tratar todo e qualquer adversário com gentileza e generosidade. Como no genial diálogo que o autor trava com o Manifesto antropófago, de Oswald de Andrade.

“Não li e não gostei” é muito fácil de dizer. Difícil mesmo é responder aos ar­gumentos de quem se recusa a pensar como a manada e abre o peito para um duelo. “É subestimando o inimigo que se perdem as guerras”, provoca Lobão.

Vai encarar? O grande desafio é conti­nuar dizendo um mero “não gostei” de­pois de ter chegado ao fim deste livro.

Leia, antes de bater.

É certo que muita gente vai criticar este livro só de orelhada, a partir de frases tiradas do contexto e de uma visão estereotipada de seu autor. Metralhadora gira­tória, reacionário, falastrão, do contra, os rótulos escorregam sem colar nessa alma indócil que se dá ao direito de questionar tudo e todos neste Manifesto sobre uma grande Terra do Nunca chamada Brasil.

Com a inteligência e ironia desconcer­tantes que são bem conhecidas de seus leitores, Lobão mostra que suas ideias são muito mais coerentes e profundas do que seus detratores temem reconhe­cer. Foram meses se debruçando sobre uma bibliografia eclética, que se recusa a seguir o caminho daqueles que só leem por uma cartilha. E outros tantos anos se aventurando por um Brasil profundo que os intelectuais de gabinete desconhecem, narrados com uma sagacidade e humor que aproximam algumas das páginas deste Manifesto estético e político do melhor jornalismo gonzo já publicado no país. Tudo isso para desmascarar os ví­cios da formação cultural brasileira com argumentos que não podem ser reduzi­dos a uma análise simplista, desatenta ou preconceituosa.

Se, em seu primeiro livro, Lobão falou de sua vida, agora mergulha seu pensa­mento sem amarras em águas profundas. Para ele, não há ideias nem mitos intocá­veis. Sobra para todo mundo. As vítimas? Uma inteligência burra, uma aristocracia estatizada, uma comissão da inverdade, uma MPB de proveta e muitas ideias pré­-fabricadas.

“Pra ser bom, é preciso ser cruel”, avisa Lobão já no prólogo, um surpreendente poema-manifesto. Mas jamais inconse­quente. Uma das características mais marcantes do livro é tratar todo e qualquer adversário com gentileza e generosidade. Como no genial diálogo que o autor trava com o Manifesto antropófago, de Oswald de Andrade.

“Não li e não gostei” é muito fácil de dizer. Difícil mesmo é responder aos ar­gumentos de quem se recusa a pensar como a manada e abre o peito para um duelo. “É subestimando o inimigo que se perdem as guerras”, provoca Lobão.

Vai encarar? O grande desafio é conti­nuar dizendo um mero “não gostei” de­pois de ter chegado ao fim deste livro.

 

7 comentários em “Manifesto do Nada na Terra do Nunca – LobãoAdicione o seu →

  1. Putz! Deu uma lida agora a pouco em algumas páginas e é uma coleção de ideias prontas e senso comum. Eu entendi que a entrevista dele à Folha era uma peça publicitária, mas esperava um pouco mais do livro. Pura perda de tempo!

  2. Até que enfim alguém de expressão nacional toma uma atitude decente de comentar os fatos históricos de maneira isenta de viés ideológico. Acredito que , à partir dele muitas pessoas terão coragem de assumir opiniões contrárias ao que pregam os esquerdistas.

  3. Olha a primeira palavra que o Lobão usa no livro: EXILADO!! Já estou me deliciando com o título, onde o autor esculhamba os patrulheiros ideológicos da Terra do Nunca! Parabéns Exilado pelo trabalho fantástico neste espaço!

  4. baixei e já li e adorei !!! podem dizer o que quiserem do Lobão… ele tem um ego do tamanho do pão-de-açucar e sua metralhadora giratória nunca para, mas quase sempre acerta no alvo !!! admiro a coragem dele, de enfrentar a petralha que está no poder, as patrulhas ideológicas e apertar o dedo na ferida das mazelas e comodismo atávico do brasileiro !!! e quem pensa como carneirinho que fique xingando e chamando ele de reacionário… reacionário é esse governo ladrão que promove a ignorância e não aceita nenhuma voz contrária: ACORDA BRASIL !!!!!

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