Manifesto Anti-Dantas – Almada Negreiros

Manifesto Anti-Dantas – Almada Negreiros

Panfleto satírico dirigido ao escritor, médico, político e diplomata Júlio Dantas e, tal como diz o texto, a todos os Dantas que houver por aí. O manifesto foi escrito em 1915, em reação à peça de Dantas, “Soror Mariana”, estreada em 21 de Outubro desse ano.
Em 1915 foi publicada em Lisboa a revista Orpheu, marco inicial do Modernismo Português, cuja elaboração participaram nomes como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, entre outros. Todavia, a sua novidade, o seu arrojo, a sua ousadia tanto na produção literária como na pictórica, muito influenciadas sobretudo pelo Futurismo e pelo Cubismo, causou escândalo junto de uma burguesia lisboeta conservadora em questões de arte, obtendo «a bofetada no gosto público» de que falava o poeta Maiakovsky, frase que constava de um dos artigos do primeiro número da revista.

Panfleto satírico dirigido ao escritor, médico, político e diplomata Júlio Dantas e, tal como diz o texto, a todos os Dantas que houver por aí. O manifesto foi escrito em 1915, em reação à peça de Dantas, “Soror Mariana”, estreada em 21 de Outubro desse ano.
Em 1915 foi publicada em Lisboa a revista Orpheu, marco inicial do Modernismo Português, cuja elaboração participaram nomes como Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, entre outros. Todavia, a sua novidade, o seu arrojo, a sua ousadia tanto na produção literária como na pictórica, muito influenciadas sobretudo pelo Futurismo e pelo Cubismo, causou escândalo junto de uma burguesia lisboeta conservadora em questões de arte, obtendo «a bofetada no gosto público» de que falava o poeta Maiakovsky, frase que constava de um dos artigos do primeiro número da revista.