Luz em Agosto – William Faulkner

Luz em Agosto – William Faulkner

William Faulkner, um dos mais originais e intrigantes ficcionistas de seu tempo, nasceu em New Albany, Mississippi, em 1897. Morreu em 1962. Seu primeiro romance, Soldier’s pay, foi publicado com a ajuda de Sherwood Anderson, ​então ​grande nome da literatura. Seguiram-se Mosquitoes (1927), Sartoris e The sound and the fury, também de 1929.
O mundo particular de Faulkner é o Mississippi do Norte, especialmente a cidade de Oxford (“Jefferson”) e o município de Lafayette (“Yoknapatawpha”).
Luz em agosto (Light in August, 1932) é um romance sobre o espírito da retidão puritana.
​O espírito, segundo​ o personagem do pastor​ Hightower, que está por trás do linchamento de Joe Christmas — momento central do romance. O protestantismo discutido aqui é austero, exigente, “rígido e implacável”. O passado na obra de Faulkner é permanente. Jean Pouillon, a esse respeito, anotou: “Não se trata de uma evocação no sentido habitual da palavra, mas de uma espécie de peso constante do que existiu sobre o que existe”.
Luz em agosto não foi escrito como “um monólogo interior​”​. Mas pode ser interpretado tanto do ponto de vista psicológico quanto religioso.
​O conflito racial é ​expost​o​ através do personagem Christmas. Tudo se baseia na circunstância de Christmas acreditar ter sangue negro.
Sartre escreveu: “O homem de Faulkner é um ser esquivo. Grande animal divino e sem Deus, perdido desde o nascimento e procurando obstinadamente perder-se, cruel, moral mesmo no homicídio, salvo — não pela morte, não na morte — nos últimos momentos que precedem a morte, grande mesmo nos suplícios, nas humilhações mais abjetas da carne.”
​Profundamente lírico, Faulkner criou uma atmosfera particular. No prefácio à edição francesa de Santuário, André Malraux declarou: “Estamos diante de um universo onde o homem só existe esmagado.”
​Mas homem indestrutível devido ao simples desejo de liberdade é uma das idéias centrais de Faulkner, aquela que perpassa todos os seus livros.
Prêmio Nobel de 1949, Faulkner é, ao lado de Proust, Joyce, Virginia Woolf, Thomas Mann, Robert Musil e Hermann Broch, um dos maiores nomes da ficção.
Luz em agosto é um romance denso, em que o destino está previamente fixado. Romance bíblico, atormentado, um dos mais bem realizados da sua arte.

William Faulkner, um dos mais originais e intrigantes ficcionistas de seu tempo, nasceu em New Albany, Mississippi, em 1897. Morreu em 1962. Seu primeiro romance, Soldier’s pay, foi publicado com a ajuda de Sherwood Anderson, ​então ​grande nome da literatura. Seguiram-se Mosquitoes (1927), Sartoris e The sound and the fury, também de 1929.
O mundo particular de Faulkner é o Mississippi do Norte, especialmente a cidade de Oxford (“Jefferson”) e o município de Lafayette (“Yoknapatawpha”).
Luz em agosto (Light in August, 1932) é um romance sobre o espírito da retidão puritana.
​O espírito, segundo​ o personagem do pastor​ Hightower, que está por trás do linchamento de Joe Christmas — momento central do romance. O protestantismo discutido aqui é austero, exigente, “rígido e implacável”. O passado na obra de Faulkner é permanente. Jean Pouillon, a esse respeito, anotou: “Não se trata de uma evocação no sentido habitual da palavra, mas de uma espécie de peso constante do que existiu sobre o que existe”.
Luz em agosto não foi escrito como “um monólogo interior​”​. Mas pode ser interpretado tanto do ponto de vista psicológico quanto religioso.
​O conflito racial é ​expost​o​ através do personagem Christmas. Tudo se baseia na circunstância de Christmas acreditar ter sangue negro.
Sartre escreveu: “O homem de Faulkner é um ser esquivo. Grande animal divino e sem Deus, perdido desde o nascimento e procurando obstinadamente perder-se, cruel, moral mesmo no homicídio, salvo — não pela morte, não na morte — nos últimos momentos que precedem a morte, grande mesmo nos suplícios, nas humilhações mais abjetas da carne.”
​Profundamente lírico, Faulkner criou uma atmosfera particular. No prefácio à edição francesa de Santuário, André Malraux declarou: “Estamos diante de um universo onde o homem só existe esmagado.”
​Mas homem indestrutível devido ao simples desejo de liberdade é uma das idéias centrais de Faulkner, aquela que perpassa todos os seus livros.
Prêmio Nobel de 1949, Faulkner é, ao lado de Proust, Joyce, Virginia Woolf, Thomas Mann, Robert Musil e Hermann Broch, um dos maiores nomes da ficção.
Luz em agosto é um romance denso, em que o destino está previamente fixado. Romance bíblico, atormentado, um dos mais bem realizados da sua arte.

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