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Literatura japonesa e seus 10 livros essenciais

A literatura japonesa é uma das mais antigas da humanidade, abrangendo um período de quase dois mil anos. No começo, devido à proximidade, sofreu muitas influências chinesas. Contudo, com o passar dos séculos, foi adquirindo uma cara própria, sendo reconhecida e lembrada em todo o mundo.

Grandes obras e grandes autores japoneses

A literatura japonesa é uma das mais antigas da humanidade, abrangendo um período de quase dois mil anos. No começo, devido à proximidade, sofreu muitas influências chinesas. Contudo, com o passar dos séculos, foi adquirindo uma cara própria, sendo reconhecida e lembrada em todo o mundo. Ela divide-se em 5 grandes períodos:

1- Yamato (de épocas arcaicas até o final do século VIII d.C.)
2- Heian (final do século VIII até o final do século XII)
3- Kamakura-Muromachi (final do século XII até o século XVI)
4- Edo (século XVII-1868)
5- Moderno (1868 até a atualidade)

Elaboramos uma lista com livros que consideramos fundamentais para uma pequena compreensão da literatura japonesa.

Confira!


O livro do travesseiro, de Sei Shônagon

Escrita no século X, esta é a principal obra da literatura clássica japonesa. Composto por mais de trezentos textos curtos, que podem ser lidos em sequência ou ao acaso, o livro compõe um inventário da cultura do Japão feudal, vista pelo olhar poético de uma escritora. Com uma capacidade de produzir insights inesperados a cada página, Sei Shônagon ilumina tanto os pequenos fatos do cotidiano no Palácio Imperial, como os fenômenos da natureza, as sutis interações da vida social e a refinada trama de valores estéticos que enlaça e organiza praticamente todas as esferas da cultura.

travesseiro

Kyoto, de Yasunari Kawabata (autor vencedor do Prêmio Nobel de Literatura)

Ambientado no período pós-guerra, o livro narra a trajetória de Chieko, filha adotiva de Takichiro, um comerciante de quimonos, e de sua esposa, Shige. Chieko é uma jovem que trabalha na loja da família e a vê em processo de falência, assim como vários outros pontos comerciais da antiga capital japonesa, em razão de mudanças nos valores culturais, agora fortemente influenciados pelo Ocidente. Durante um passeio pela aldeia de Kitayama, região montanhosa na periferia de Kyoto onde são cultivados cedros, Chieko acidentalmente conhece sua irmã gêmea, Naeko. Separadas ainda quando bebês, criadas em ambientes hierarquicamente distantes entre si, as irmãs agora tentam se aproximar.

kyoto

Uma questão pessoal, de Kenzaburo Oe (autor vencedor do Prêmio Nobel de Literatura)

Em 1964, Kenzaburo Oe recebeu a notícia de que seu primeiro filho nascera com uma anomalia cerebral. É a mesma situação enfrentada pelo protagonista de Uma questão pessoal, o professor Bird. Aos 27 anos, ele leva uma vida mediana, bebendo pelos bares de Tóquio e sonhando com aventuras no distante continente africano. A gravidez da mulher acrescenta angústia ao cotidiano de Bird. A idéia de que será pai e chefe de família faz com que se sinta condenado à vida cotidiana. Para piorar, depois do parto, os pais descobrem que uma anomalia cerebral fará o menino ter uma vida vegetativa. Bird não suporta a possibilidade de se ver atrelado para sempre a um filho anormal. Passa, então, a desejar a morte da criança. Aos poucos, porém, Bird se dá conta de que a crise era uma oportunidade para percorrer um caminho de conquista da realidade, enfrentando os desafios de amadurecimento da vida adulta.

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1Q84 – Volume 1, de Haruki Murakami

Assumidamente inspirado na obra-prima de George Orwell, o título se situa no ano de 1984. Neste primeiro volume, Murakami traz a protagonista Aomame, uma mulher que esconde a profissão de assassina. Em uma tarde no início de abril, ela está parada num táxi, em meio ao trânsito de uma via expressa de Tóquio. Temendo não chegar a tempo de resolver uma pendência no bairro de Shibuya, ela se vê diante de uma opção inusitada proposta pelo motorista: descer do veículo e seguir por uma escada de emergência em plena avenida. Apesar de um estranho aviso do taxista, que diz que as coisas à volta dela se tornarão estranhas ao fazer algo tão incomum, Aomame segue a sugestão inicial. E o inesperado acontece…

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Quando éramos órfãos, de Kazuo Ishiguro

Christopher Banks, um garoto inglês nascido na Xangai do início do século XX, fica órfão aos nove anos de idade, quando seus pais desaparecem misteriosamente. De volta à Inglaterra, torna-se um detetive de renome e circula nos meios mais refinados. Vinte anos depois, Banks resolve rever Xangai – agora palco da guerra sangrenta entre China e Japão. A partir desse momento, sua busca pelos pais passa a confundir-se com a busca pela ordem num mundo órfão, vitimado pela sombra.

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A arte de transformar tempo fútil em tempo útil, de Yoshida Kenko

Yoshida Kenko, poeta e sacerdote budista no Japão medieval, nesta obra, colocou título, no original japonês, que sugere algo propiciado pelo sabor das horas vagas, em que o pensamento divaga. O livro, que contém aforismos, reflexões e histórias escritas há mais de seiscentos anos, oferece ao leitor uma porta não somente para o Japão do século XIV, mas também para entender as atitudes do Japão atual.

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Trilha estreita ao confim, de Matsuo Basho

O poeta Basho é o mestre incontestável do haikai. Considerado um clássico de sua literatura, esse livro foi traduzido diretamente do japonês e traz o ciclo completo de seus principais relatos de viagem, repletos de haika is memoráveis. Esse livro é um convite ao leitor para mergulhar na extraordinária experiência de um poeta fundamental para a poesia contemporânea.

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Confissões de uma máscara, de Yukio Mishima

Koo-chan vive um momento de conflito interior no Japão do entreguerras. No começo da adolescência, tem fantasias que combinam impulso sexual e violência sado-masoquista, desejo e morbidez. À medida que avança na adolescência – e a Segunda Guerra Mundial se desenrola -, o rapaz tenta se interessar por mulheres, entre as quais Omi e Sonoko. Contudo, ele sabe que sua opção sexual não corresponde aos padrões convencionais. O protagonista começa, aos poucos, uma viagem interior de descoberta e construção da própria identidade.

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Musashi, de Eiji Yoshikawa

O livro narra a vida de Miyamoto Musashi, que viveu na era dos xoguns, provavelmente entre 1584 e 1645. Figura contraditória, ele sofreu profundas alterações na vida – de garoto selvagem e sanguinário tornou-se um guerreiro equilibrado, cujo espírito evoluído o transformou no mais sábio dos samurais.

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O livro do chá, de Kakuzo Okakura

Esta obra foi escrita em inglês com o objetivo de levá-la ao maior número de leitores. Muito mais do que um livro explicativo sobre chanoyu, a cerimônia do chá, trata-se de um texto reflexivo, que conduz o leitor, por meio da compreensão do cerimonial, a uma profundidade a princípio insuspeitada: por trás da cerimônia do chá estão o taoísmo, o zen, todo um arcabouço filosófico que é anterior à sua face ritualística.

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