Literatura de Direita no Brasil

Literatura de Direita no Brasil

Uma das boas notícias dos últimos anos, foi o crescimento do pensamento de direita no Brasil. Mesmo quem preferir uma ideologia mais a esquerda, se for realmente um democrata, deveria sentir a necessidade de haver “o outro lado”, o que não vinha ocorrendo nas últimas décadas. Uma verdadeira democracia só existe com todo o espectro político. Caso contrário, é uma ditadura disfarçada.

E por décadas, se quiséssemos ler algo com um pensamento mais conservador, tínhamos que apelar para autores estrangeiros. Hoje, felizmente, o mercado editorial brasileiro está com ótimos livros de autores nacionais.

Aqui, procuro listar alguns livros nacionais que são importantes para o desenvolvimento do pensamento de direita, conservador ou liberal no país. Embora essas vertentes tenham suas discordâncias, todas elas se caracterizam por um ponto em comum: a oposição à ideologia de esquerda, ao socialismo e as ideias ditas progressistas.

Por Mauricio Vilela, Título Original: UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E LIVROS DE DIREITA

Uma das boas notícias dos últimos anos, foi o crescimento do pensamento de direita no Brasil. Mesmo quem preferir uma ideologia mais a esquerda, se for realmente um democrata, deveria sentir a necessidade de haver “o outro lado”, o que não vinha ocorrendo nas últimas décadas. Uma verdadeira democracia só existe com todo o espectro político. Caso contrário, é uma ditadura disfarçada.

E por décadas, se quiséssemos ler algo com um pensamento mais conservador, tínhamos que apelar para autores estrangeiros. Hoje, felizmente, o mercado editorial brasileiro está com ótimos livros de autores nacionais.

Aqui, procuro listar alguns livros nacionais que são importantes para o desenvolvimento do pensamento de direita, conservador ou liberal no país. Embora essas vertentes tenham suas discordâncias, todas elas se caracterizam por um ponto em comum: a oposição à ideologia de esquerda, ao socialismo e as ideias ditas progressistas.


 

O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota – Olavo de Carvalho

Sem dúvida, Olavo é o grande responsável pela renascimento do pensamento de direita no Brasil. Talvez por isso seja tão atacado pela esquerda, acostumada com sua hegemonia. Esse livro reúne 193 textos, escritos entre 1997 e 2013, publicados em diferentes jornais e revistas. Neles, pode-se conhecer melhor as ideias e os argumentos de Olavo. Diversos líderes da nova direita brasileira, mesmo aqueles que hoje se afastaram de Olavo, reconhecem a importância dessa figura rara na sua mudança de visão de mundo. Leitura indispensável.

 

Guia politicamente incorreto da História do Brasil – Leandro Narloch
Sabe aquelas aulas de História dos tempos do colégio? Sabe aquilo que você leu nos livros didáticos? Sabe aqueles especiais sobre fatos históricos brasileiros que se assiste na TV? Esqueça tudo isso. Leandro Narloch nos revela a verdade, muitas vezes incômoda e não tão bonitinha, sobre nossa História.

 

Esquerda Caviar – Rodrigo Constantino
Rodrigo defende a ideologia liberal, onde o Estado é considerado praticamente dispensável para uma boa condução da sociedade. Nesse livro, ele mostra como a esquerda brasileira (embora a estrangeira não fique atrás) é hipócrita ao professar ideias socialistas e, ao mesmo tempo, usufruir de tudo de bom que o capitalismo proporciona.

 

Contra a maré vermelha – Rodrigo Constantino
Já nesse livro, Rodrigo reúne 80 crônicas publicadas no jornal O Globo entre 2009 e 2014, nas quais expõe as contradições da esquerda e defende um modelo republicano e liberal para o país.

 

Pare de acreditar no Governo – Bruno Garshagen
O mais novo da lista. Um sucesso estrondoso. A capa já diz tudo. O brasileiro não confia nos seus políticos, mas está constantemente pedindo que o Estado aumente mais e mais seu poder e influência em todos os aspectos de nossas vidas, como se o Estado não fosse formado e administrado justamente pelos políticos que não confiamos.

 

Não é a mamãe – Guilherme Fiúza

Uma análise crua da “Era Dilma”, uma época de nossa História que iremos querer esquecer para sempre.

 

Manifesto do nada na terra do nunca – Lobão
O famoso e polêmico músico Lobão revela suas ideias políticas. Outro exemplo de autor que, inicialmente simpático as ideias de esquerda, deu uma guinada a direita, para irritação da mídia e da classe artística.

 

Por trás da máscara – Flávio Morgenstern
Análise das manifestações populares de 2013 e do movimento dos Black-Blocs.

 

O País dos Petralhas e O País dos Petralhas II: O Inimigo Agora é o Mesmo – Reinaldo Azevedo
Crítica ácida e implacável à sociedade brasileira, principalmente ao governo petista dos últimos seis anos Reinaldo Azevedo escreve o blog político mais influente da rede, alojada no site da revista “Veja”, e é o criador da expressão “petralha”, fina ironia aos petistas no governo.

 

Direita e Esquerda – Norberto Bobbio
Andando na contramão das tendências contemporâneas nas Ciências Políticas, Norberto Bobbio demonstra a atualidade da distinção entre esquerda e direita. O ponto de ruptura encontra-se na diversidade dos modos de encarar o problema da desigualdade social e de traçar seus diagnósticos e prognósticos. Com isso, revela-se a permanência de antigos conflitos por trás de novas situações socioeconômicas.

 

Esquerda e Direita: Perspectivas para liberdade – Murray N. Rothbard
Para muitos que percorreram suas páginas, este livro acabou sendo o divisor de águas para um novo entendimento. A corrente dominante sempre tentará resumir a classificação dos sistemas na dicotomia esquerda/direita. A direita seria a defensora da liberdade econômica e do militarismo, enquanto a esquerda seria favorável ao socialismo e a paz. Rothbard afirma que esta divisão, além de incoerente, não encontra respaldo na história das ideias. E Rothbard vai além ao afirmar que, tradicionalmente, a direita foi partidária da elite reacionária e do status quo, ao passo que a esquerda historicamente esteve do lado do progresso, da liberdade e da paz. Estes papéis se inverteram de acordo com a época e o país em questão. No entanto, nestas reviravoltas, a coerência intelectual destes paradigmas ficou confusa ou se perdeu completamente. A visão ampla de Rothbard abre os olhos de seus leitores. Ela pode libertá-lo do paradigma dominante. Porém, o principal objetivo de Rothbard é fornecer uma lente completamente nova e ideologicamente consistente através da qual enxergar a história e os acontecimentos atuais.

 

A Arte da Guerra Política – David Horowitz

Horowitz defende a idéia de que os esquerdistas jogam muito bem na guerra política, mas em sua concepção os conservadores ainda estão engatinhando nesse quesito. Segundo ele, os esquerdistas entram em debate para falar ao coração da platéia, e enquanto isso os adeptos da direita debatem como se estivessem em um debate formal em Oxford. Obviamente, estes últimos saem do debate.

Vejam quando ele apresenta os princípios da arte da guerra política que, segundo ele “a esquerda compreende muito bem, mas a direita não”

 

As Ideias Conservadoras: Explicadas A Revolucionários e Reacionários –  João Pereira Coutinho

Horowitz defende a idéia de que os esquerdistas jogam muito bem na guerra política, mas em sua concepção os conservadores ainda estão engatinhando nesse quesito. Segundo ele, os esquerdistas entram em debate para falar ao coração da platéia, e enquanto isso os adeptos da direita debatem como se estivessem em um debate formal em Oxford. Obviamente, estes últimos saem do debate.

Vejam quando ele apresenta os princípios da arte da guerra política que, segundo ele “a esquerda compreende muito bem, mas a direita não”:

19 comentários em “Literatura de Direita no BrasilAdicione o seu →

  1. Esqueçam a bobagem dos outros autores, e se concentrem em ler Noberto Bobbio, ao menos até lê-lo. Antes de se adentrar nesse meio, do debate político, tenham uma boa base teórica-política, e, nesse quesito, dentre os autores, Bobbio ganha disparado.
    Com Bobbio entenderão o que são pensamentos predominantemente de direita ou de esquerda dentro do espectro político.

  2. A maioria desses livros está abaixo da crítica. “Direita” e “pensamento” não são palavras muito bem articuláveis em um frase.
    Quem quiser entender o pensamento da direita, que olhe à sua volta, sobretudo na periferia das cidades do 3. Mundo, ou vá ler Keynes, que entendia muito bem como age o capitalismo.

  3. Alguns poucos autores da lista eu não conheço, mas a enorme maioria só escreve bobagens. Citar Olavo de Carvalho, Rodrigo Constantino e Leandro Narloch como expoentes da intelectualidade da direita brasileira é uma afronta, até porque tivemos intelectuais do calibre de Merquior. O João Pereira Coutinho escreve bem e fala umas coisas pertinentes, de modo que vale a pena lê-lo. No entanto, é português. A única joia no meio desses livros todos é o Bobbio, sempre fantástico – extremamente claro e lúcido.

  4. Sou de esquerda, mas leio constantemente autores conservadores e de direita, mas abrir a cabeça e conhecer o outro lado. Mas Constantino, Narloch e Olavo são nomes muito ruins, fracos mesmo.

    Cadê o Schumpeter? Cadê Karl Popper?

  5. O pensamento liberal não é de direita e está bastante associado ao campo progressista. Seja no que se refere aos aspectos econômicos (menos), seja no que se refere as questões político-sociais (mais).

    E como já foi dito aqui, Rodrigo Constantino, Olavo de Carvalho e Reinaldo Azevedo são realmente muito fracos e não podem ser considerados como pensadores de qualquer vertente ideológica. Eles são apenas jornalistas – no caso do Carvalho, ele é um astrólogo palpiteiro e celebridade de Internet. Neste sentido, não há de fato no país uma onda de lançamentos de livros e de autores de direita.

    1. Sr. Constantino:
      quanta bobagem em poucas linhas…você sequer sabe o que é direita, liberalismo e pelo jeito também não leu os autores que apressadamente conclui que são ruins..
      E dizer que o liberalismo está identificado com as ideias progressistas ” no que se refere às questões político-sociais” é outra bobagem.de quem não sabe o que está falando. Ah! a crase depois de no que se refere fui eu quem pôs…

      1. Eduardo:
        Não é bobagem não. bobagem é você querer ressignificar o liberalismo, ignorando-o como uma doutrina que radica no Iluminismo (ou então apenas repete o que os jornalistas de direita espalham por aí).. Outra bobagem ´é você fazer as vezes de revisor gramatical. Coisas dos tempos daquela internet de raiz, aquela internet moleque, de várzea, lá dos anos 1990, em que corrigir erros de português parecia significar alguma superioridade sobre os demais interlocutores.
        Em tempo: jamais perderei meu tempo lendo mais do que 5 páginas de cada um dos autores que eu citei! Meu repertório, adfquirido co a leitura de autores como Bobbio, Tocqueville, Smith, Hume, Agambem, Tilly entre outros, nem permite saber que Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho são jornalistas palpiteiros – e só!

      2. E apenas uma dica para você;leia “sobre a Liberdade’, de Stuart Mill, e aprenda sobre a ligação entre o pensamento liberal e a defesa de conquistas sociopolíticas típicas do campo progressista em democracias liberais!
        – Obrigado!
        – De nada!

        p.s.: Fica a dica de postagem para o mantenedor deste fantástico blog: “Ensaio sobre a Liberdade”, John Stuart Mill.

        1. A mim parece óbvio que quem lê Tocqueville , Smith, Hume, Locke, Bobbio, deveria saudar o aparecimento de novos autores brasileiros que popularizam as ideias desses mesmos autores.
          O que se vê aqui é uma depreciação dos novos divulgadores brasileiros da ” direita”(seja lá o que isso signifique.) com o objetivo claro de solapar essas mesmas ideias!
          Teve um até que elogiou o Coutinho para logo após lembrar que era estrangeiro…
          Ah! e frequentei sim a universidade. Até leciono em uma…

  6. Sintomático que apareceram no post os que na verdade sentem pavor da quebra do monopolio da divulgação de ideias, posto que as universidades estão contaminadas pelo esquerdismo mais tosco que já existiu. E a ” direita” que presta é Bobbio ou Merquior.. Lembro Merquior sendo massacrado por esse pessoal como reacionário. E Bobbio nem se presta a essa dicotomia esquerda-direita.

    1. Acho que você jamais frequentou de fato os bancos universitários- ao menos no Brasil!
      O fato é que aqueles que se posicionam hoje em dia á direita não possuem mesmo,no geral, um costume ou tradição na leitura de pensadores de doutrinas políticas e sociais – sequer sabem identificar isto! por isso mesmo que as ideias prontas e simplórias enunciadas por um Rodrigo Constantino ou um Reinaldo Azevedo parecem encantar os seus leitores costumeiros! Vejo traços claros do pensamento conservador na coluna do antropólogo Roberto DaMatta publicada em jornal carioca de grande circulação do que nas bobagens ideologizadas escritas pelos jornalistas que citei anteriormente!

    2. De modo nenhum tenho medo da divulgação de ideias. Pelo contrário, acho que tudo tem que ser divulgado. Não deve-se, contudo, confundir a crítica que se faz às ideias divulgadas (sejam elas de qual vertente ideológica for), que é extremamente salutar e necessária, com vontade de censurá-las – são coisas deveras distintas. Acho, inclusive, que tentar obstar o debate e a crítica é atitude tão autoritária quanto tentar impedir a publicação da ideia original.
      Sobre o Merquior, meu intuito não era sequer discutir sua reacionariedade, apenas levantar o fato indiscutível que foi sua erudição – antípoda do Olavo, do Constantino e adjacentes…

  7. Constantino, Narloch e Olavo de Carvalho são caricaturas. Não podem ser considerados pensadores de qualquer vertente ideológica. São três fanfarrões que mereceram seus 15 minutos de fama “esperneativa” e ponto. Eu li “Esquerda Caviar” e o considerei mais um livro de tragicomédia que um livro sobre política, principalmente pelo texto raso carregado de preconceitos. O Narloch, em GPIH da América Latina é mais bem comedido que o menino Constantino. Tenho os outros do Narloch na lista de espera e também o do Carvalho, mas os lerei como leio Turma da Mônica, com aquela expectativa de rir bastante. Não compartilho do pensamento marxista, mas esses três definitivamente não podem ser considerados expoentes literários de qualquer gênero ou espécie. Um outro direitopata sofrível que merece destaque é o Demétrio Magnoli, que escreveu “A vida louca dos revolucionários”…
    Fanatismo com pouco conhecimento só produz coisas divertidas mesmo, tanto do lado de lá, quanto do outro.
    Já Bobbio dispensa qualquer comentário. Li “A Era dos Direitos” e é sensacional… Esse sim merece todos os melhores créditos.

  8. Parodiando os esquerdistas disfarçados que apareceram para pretensamente defender o conservadorismo lá do séc. XIX, mas criticando os autores brasileiros:que eles sequer leram por nojinho: eu não li e não gostei do livro do Ubiratan Iorio sobre a escola austríaca porque prefiro ler Mises… É mais profundo…
    Tem gente que abusa do discernimento dos outros!

  9. O que se vê nos comentários é uma mistura de pretensão com falta de medida e caricaturização de ideias. Vocês por acaso querem que todas as obras e pensamentos conservadores e liberais sejam consolidados em 5 ou 6 obras e por isso criticam as que foram citadas no post? Por acaso a mente de vocês é tão simplória que não conseguem ler um Constantino e um Olavo de Carvalho sem que imputem ao autor a responsabilidade de reproduzir todas as ideias liberais e conservadoras ? É preguiça de ler o que for possível da vasta literatura liberal e conservadora que existe? É o vício de querer ler ideias pré-concebidas e assimilá-las em vez de formarem a própria opinião embadasada em uma infinidade de leituras, inclusive de autores “progressistas” e “esquerdistas”? Muito fácil é falar que fulano ou beltrano é uma caricatura quando na verdade são somente divulgadores “de entrada” para vastas ideias e literaturas “de direita”. Fácil só reclamar e declamar clichês para parecerem mais instruídos, posando de críticos literários. Todas as leituras recomendadas no post são úteis para a maior divulgação e conhecimento das ideias liberais, libertárias e conservadoras, em um país em que Emir Sader, Chico Buarque, Chauí e tantos outros esquerdistas são tidos como o suprassumo da intelectualidade e que explica o estado de coisas no Brasil.

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