Jango: Um Perfil (1945-1964) – Marco Antonio Villa

Jango: Um Perfil (1945-1964) – Marco Antonio Villa

Escrito com agilidade e elegância, “Jango: um perfil”, de Marco Antonio Villa, reconta, com vasto apoio bibliográfico e documental, a trajetória de João Goulart – que, apesar de ser figura decisiva da vida política brasileira, ainda não havia sido adequadamente estudado. Villa detém-se em cada um dos anos que levaram Jango à presidência, fazendo inclusive um retrato do breve governo de Jânio Quadros, quando Jango, então seu vice, surpreendeu-se, durante viagem a alguns países socialistas, ao descobrir que havia se tornado presidente da República. A descrição de sua volta ao Brasil, no texto hábil do historiador, assume ares dramáticos, com o périplo em diversos aeroportos e depois a resistência legalista de Leonel Brizola. O livro revê muitos fatos que depois foram supervalorizados pela crônica histórica, mas que naquele momento não tiveram a mesma importância. Exemplo disso é a viagem de Che Guevara ao Brasil. Aqui, o revolucionário foi recebido rapidamente por Jânio, depois acabou conhecendo a capital federal acompanhado apenas pelo seu prefeito e teve uma despedida melancólica no aeroporto. Nada que justifique, portanto, a celeuma posterior.

Escrito com agilidade e elegância, “Jango: um perfil”, de Marco Antonio Villa, reconta, com vasto apoio bibliográfico e documental, a trajetória de João Goulart – que, apesar de ser figura decisiva da vida política brasileira, ainda não havia sido adequadamente estudado. Villa detém-se em cada um dos anos que levaram Jango à presidência, fazendo inclusive um retrato do breve governo de Jânio Quadros, quando Jango, então seu vice, surpreendeu-se, durante viagem a alguns países socialistas, ao descobrir que havia se tornado presidente da República. A descrição de sua volta ao Brasil, no texto hábil do historiador, assume ares dramáticos, com o périplo em diversos aeroportos e depois a resistência legalista de Leonel Brizola. O livro revê muitos fatos que depois foram supervalorizados pela crônica histórica, mas que naquele momento não tiveram a mesma importância. Exemplo disso é a viagem de Che Guevara ao Brasil. Aqui, o revolucionário foi recebido rapidamente por Jânio, depois acabou conhecendo a capital federal acompanhado apenas pelo seu prefeito e teve uma despedida melancólica no aeroporto. Nada que justifique, portanto, a celeuma posterior.

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