Jango e Eu – João Vicente Goulart

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40 anos de morte de João Goulart, no exílio, em 6 de dezembro de 2016
João Vicente Goulart fala de pontos delicados e polêmicos, como a tortura que sofreu por militares uruguaios, as amantes de Jango, os últimos momentos com o pai.

Aos 7 anos, João Vicente, filho de Jango e de Maria Thereza, foi, junto com a irmã Denize, testemunha e vítima das circunstâncias que levaram a família ao exílio. Agora, mais de 50 anos depois, João recupera as memórias de um período turbulento, desde a vida no Uruguai, onde foi alfabetizado, até a idade adulta.
Neste inventário afetivo da família Goulart, o registro histórico se relaciona ao pessoal. A incerteza, a falta de notícias, a difícil adaptação ao cotidiano uruguaio. O terrível momento no qual ficou claro que o golpe era muito mais do que uma quartelada – e que duraria décadas. O avanço dos governos totalitários nas Américas. O fim da relativa liberdade com a queda da democracia uruguaia, no início da década de 1970, e a subsequente mudança dos Goulart para a Argentina. Os encontros com Paulo Freire, Glauber Rocha, Juan Domingo Perón, entre outros amigos ilustres de Jango.

Mais do que um livro de memórias escrito pelo filho de João Goulart, este é um valioso registro sobre as consequências da perda da liberdade individual e um lembrete para ficarmos sempre atentos aos rumos políticos do país, de maneira a assegurar a manutenção da democracia.

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