J.R.R. Tolkien e o Racismo

J.R.R. Tolkien e o Racismo

Talvez o aspecto mais difícil de assimilar para os seguidores da obra de Tolkien é a ineludível visão racista contida nas páginas do mestre de Oxford. Não é não obstante o seu um racismo simplista e elemental. Se corresponde mais apropriadamente ao racialismo enunciado pelo pensador italiano Julius Evola, entre outros. Claros exemplos do evolianismo na obra tolkieniana podemos encontrar em alguns parágrafos extraídos tanto do Silmarillion, como do Senhor dos Anéis…

O texto abaixo não retrata necessariamente a visão do #ExiladoLivros mas como sempre gostamos de uma boa discussão. Comente abaixo SUA OPINIÃO:

Tolkien e a Ariosofia

Talvez o aspecto mais difícil de assimilar para os seguidores da obra de Tolkien é a ineludível visão racista contida nas páginas do mestre de Oxford. Não é não obstante o seu um racismo simplista e elemental. Se corresponde mais apropriadamente ao racialismo enunciado pelo pensador italiano Julius Evola, entre outros. Claros exemplos do evolianismo na obra tolkieniana podemos encontrar em alguns parágrafos extraídos tanto do Silmarillion, como do Senhor dos Anéis:
“Em seu regresso a Romendacil fortificou a margem ocidental do Anduin até a desembocadura do Limclaro e proibiu que qualquer estrangeiro descesse pelo rio mais além de Emin Muil”.
“…e era coisa inaudita até então que o herdeiro da coroa ou filho de algum Rei se casasse com alguém de raça inferior ou estrangeira”.
“…depois do retorno de Eldacar, o sangue da casa real e dos Dúnedain se misturou ainda mais com o dos homens inferiores. A princípio essa mistura não acelerou a decadência dos Dúnedain como se havia temido; porém a decadência continuou”.
“…a rainha havia sido uma senhora nobre e bela porém de vida curta segundo o destino dos homens inferiores e os Dúnedain temiam que seus descendentes se assemelhassem e malograssem devido à mistura do sangue, a majestade dos reis dos homens”.
“…os descendentes dos reis eram poucos e haviam diminuído. Desde então os reis vigiavam de perto seus consanguíneos, enquanto outros renunciavam a sua linhagem e tomavam esposas que não eram de sangue numenoriano”.
Vemos então como Tolkien insiste em que a melhor herança genética se encontra em uma raça muito antiga e superior, bela, sábia e totalmente pura. Estes primeiros nascidos Tolkien chama de elfos. Estamos falando dos próprios ários-hiperbóreos do Serranismo, os Tuatha de Dannan da mitologia celta, os aesires, os deuses da tradição pré-hispana, etc. Dessa primeira humanidade que teria gerado uma esplêndida e nunca vista idade de ouro, se decai com o passar do tempo e por culpa das misturas de sangue com raças menores em uma paulatina decadência e em um empobrecimento do mundo em todos os seus aspectos.
É verdadeiramente notável a concepção que tem Tolkien de seu próprio mundo subcriado, em clara afinidade com as teses do racialismo e do evolianismo. Tese que é ao mesmo tempo, uma radical antítese do mito evolucionista darwiniano, pois este nega as próprias bases em que aquele se apoia e aparece ligado às ideologias que constituem o inimigo principal da ideia da raciologia.
Tolkien apresenta em sua obra uma idade primigênia do mundo, antes do sol e da lua, que verão se desenvolver as seguintes quatro idades, ou luas, segundo as teorias de Hörbiger. É não obstante, na idade primigênia em que se manifesta todo o esplendor da criação de Arda. Os primeiros seres criados são os filhos mais velhos do mundo: os elfos. Altos, de pele cara e olhos acinzentados, de suaves cabelos negros ou loiros. São criaturas maravilhosas: seu sangue é absolutamente puro e estão dotados de extraordinária beleza, assim como de atributos incompreensíveis hoje para nós.
É na pureza de sangue dos elfos que reside o veículo que lhes permite se comunicar diretamente com os ministros do poder de seu criador: os Valar. Em ocasiões, a perda dessa virtude será a causa de sua desgraça.
Depois da idade primigênia, virão as outras idades, onde caberá por sua vez aos homens aparecerem, criaturas menos grandiosas e menos dotadas que os elfos. Os homens são, não obstante solares, pois aparecem ao mesmo tempo que as grandes luzes do firmamento. Desgraçadamente, também eles cairão no “pecado racial” ao se misturarem com outros seres inferiores e essa miscigenação se faz sentir, acima de tudo, na longevidade de suas existências: quanto maior a mistura racial, menor é seu tempo de vida. Assim tanto Tolkien como o racialismo coincidem no fenômeno do “involucionismo” no qual se vai de um mais para um menos. O mito evolucionista ao contrário faz descender a origem do homem a um hominídio semi-animal “evoluído” até chegar à humanidade de nossos dias.
Como já se indicou, Tolkien nos fala em seu Silmarillion sobre a existência de quatro idades do mundo, precedidas da primeira idade. Também isso é concordante com a tese do pensador francês Conde de Gobineau, o qual ao depositar os cimentos da filosofia racialista em seu “Ensaio Sobre a Desigualdade das Raças Humanas” nos diz: “a história da humanidade é a história da degeneração das raças criadoras de culturas a se misturarem com outras raças inferiores. À época da plenitude, em que a raça ário-hiperbórea vivia em estado de pureza, lhe sucede uma era de progressiva decadência. A história humana se dividiu em dois períodos: um que já passou e que teria visto e possuído a juventude, o vigor, a beleza e a grandeza intelectual da espécie, e outro, que começou e que conhecerá a marcha desfalecente da humanidade até a decrepitude”.
Estes períodos os subdivide Gobineau também em quatro idades:
1 – A idade dos deuses ou de ouro, (o satya yuga), no qual a raça era absolutamente pura.
2 – A idade dos heróis ou de prata, (dupra yuga), no qual as misturas ainda eram débeis em força e número.
3 – A idade da nobreza ou de bronze, (treta yuga), em que certas faculdades já não se reuniam.
4 – A idade da unidade ou de ferro atual (kali yuga), na qual tem lugar a definitiva confusão dos diversos troncos raciais, a mistura indiscriminada de todas as raças, época de regressão, em que a poderosa natureza terá reconquistado o domínio universal da terra e a criatura humana já não será perante ela um domador, senão somente um morador e por último um bacilo que o planeta absorverá. “Não sabemos – vem a dizer o Conde de Gobineau – se o homem descende do macaco; o que sim sabemos é que sua evolução progride em direção ao símio”. Em outras palavras a ideia de Gobineau, constatada pela obstinada realidade, é a inversão copernicana do mito evolucionista.
Não é necessário aqui se aprofundar na irrealidade da teoria evolucionista-darwiniana, senão fincar o pé nos seis aspectos principais que segundo Evola, constituem os cânceres da cultura moderna, focos infectos que mantém letárgica a essa humanidade e que devem ser extirpados se se deseja remontar a linha descendente e a ruína em direção a qual nos precipitamos irremissivelmente. Estes são: o materialismo histórico, o economicismo, a psicanálise, o existencialismo, o neorrealismo e o darwinismo.
Contra o darwinismo afirma Evola: “Há que reivindicar a dignidade fundamental da pessoa humana, reconhecendo seu verdadeiro lugar, que não é o de uma espécie animal particular, mais ou menos evoluída entre outras tantas, diferenciadas por ‘seleção natural’ e sempre ligadas a origens bestiais e primitivas, senão que é tal que pode se elevar ou ir por cima do plano biológico. Hoje não se fala de darwinismo nos círculos mais oficiais da ciência, a substância permanece, não obstante, na mentalidade popular. O mito biologicista darwiniano, em qualquer de suas variantes, adquire valor de dogma defendido pelos anátemas da ‘ciência’ no materialismo, quer seja de corte capitalista ou marxista. O homem atual se habituou a essa concepção degradada de sua origem: se reconhece já nela tranquilamente e, o que o degrada ainda mais, a encontra natural”.
Retomando o tema Tolkien nos encontramos, então, com que a possibilidade de um relato tolkeniano, onde a fabulação fantástica seja o único fim do autor, se distancia cada vez mais. Antes, pelo contrário, a obra de Tolkien é uma renovada e profunda visão do mito eterno da queda do homem branco. Tese que também se encontra em outros grandes mestres do gênero tais como: H.P. Lovecraft, Robert E. Howard, sir Edward Bulwer Lytton, Edgar Allan Poe, Herman Melville, entre muitos mais. Estes autores, como caberia esperar, compartilham de uma visão de mundo similar. Desde logo que não estamos falando de um fenômeno contemporâneo, já que também os grandes clássicos como Dante, Virgílio, Cervantes, Homero, etc., nos proporcionam um compasso no qual invariavelmente, se remonta a um tempo muito remoto, a uma idade primigênia protagonizada por semi-deuses e heróis.
Tolkien, como os outros, corrobora e nos volta a abrir os olhos à visão de um mundo pretérito e majestoso, de quando a terra era jovem e nossos ancestrais ários dominavam o orbe. A luz daquelas eras nos chega através de sua poesia trovadoresca como o eco de nosso passado mais distante e glorioso, e nos estende, ademais um delicadíssimo cordão dourado; um fio de Ariadne que nos reconduz a verdades profundas enterradas em nossa memória racial.
Como sempre, serão maioria todos aqueles que adversam ou ridicularizam qualquer interpretação que não esteja politicamente ou teleologicamente correta ou de acordo com os postulados obsoletos e doutrinários da ciência dessa época escura. Sempre estes servidores do Sistema estarão aí nos lembrando com sua lógica vulgar e seu sorriso de frivolidade cética que por exemplo: Tolkien jamais falou dessas coisas, que em suas cartas jamais ele blá blá blá, que o autor negou todo tipo de alegorias ou alusões a isso ou aquilo. O dizem e somente é verdade em parte, pois ignoram que não poucas vezes a obra supera o criador e, ademais, o ato mesmo de criar é um estado alterado de consciência, no qual a supraconsciência toma posse do indivíduo e deixa falar um arquétipo. Aqui é onde se deve aplicar a hermenêutica a fim de desentranhar o que se intui a ler entre linhas.
O atual democratismo imposto pelo Sistema Mundial, que é a mais tenebrosa e grosseira das tiranias disfarçadas de “inteligência” e “liberdade”, pretende fazer coincidir, encaixar e igualar qualquer visão gigante do mundo que não esteja de acordo com a mediocridade, a vileza e a miséria do pensamento atual.

Tolkien e o Serranismo

Se a visão racialista-involucionista contida na obra de Tolkien encontra grandes paralelos no pensamento de filósofos como Evola, De Maistre, Gobineau, etc., essa visão se converte em um nexo delirante nas exposições do escritor chileno Miguel Serrano.
Miguel Serrano: investigador, ex-diplomata (mais de 30 obras publicadas em diferentes idiomas), amigo pessoal de muitas das maiores figuras do século XX; começa sua investigação pessoal depois de finalizada a segunda guerra mundial, quando simultaneamente em seu trabalho de adido cultural, trava amizade com Hermann Hesse, Carl Gustav Jung, Ezra Pound, Nehru, Indira Gandhi, etc. É desse modo que dará início a uma exaustiva busca de informação nos mosteiros do Tibet, na Índia, Europa e América do Sul. Dessa época é sua famosa viagem exploratória às geleiras da Antártida. Sua obra na qual se deslizam sociedades secretas, insuspeitas informações classificadas, amplíssima documentação e abundante material iconográfico; assim como testemunhos inéditos, nos revelam uma cosmogonia descomunal e inquietante onde o autor se remonta aos mais pretéritos ciclos do planeta. À fundação mesma do mundo e sua queda. Muita da delicadíssima informação exposta de antemão na obra de Serrano, não chegará ao grande público senão com o posterior lançamento do best-seller de Pauwels e Bergier, “O Retorno dos Magos”.
Como o labor de cotejar paralelismos de autores tão complexos e extensos como Tolkien e Serrano levaria mais do que um pequeno artigo como esse pode se permitir; o mesmo só se aprofundará nos aspectos gerais de seu misterioso sincronismo.
Segundo a cosmogonia de Serrano no princípio existia uma divindade única, andrógina (Elle-Ella, Arya, Erú, Ilúvatar, o Único), da qual emana a vida e é princípio de tudo. Criação do único é o Demiurgo (Melkor, Morgoth, Satã, Molloch, Dagon, Cthulhu), e que para Serrano será o culpável por romper o ovo cósmico que então se dividirá em dois princípios: masculino e feminino. Essa divisão e sua descendente emanação ao plano material alcançará todo o criado e estabelecerá adiante o reino da dualidade.
A “conspiração” urdida pelo Demiurgo a quem Serrano identifica como o Jeová-YHVH do mito judaico-cristão, estenderá sua intriga entre os elfos-ários-hiperbóreos, e acarretará grandes calamidades a essa primeira super-raça de semi-deuses. A atual raça branca e suas ramificações são os últimos restos dos hiperbóreos, os verdadeiros depositários do legado thuleano e da força criadora (vril). Para Serrano a grande raça ário-caucásica demonstrou, antes de cair no atual estado de degradação no qual se encontra submetida pelos servos do Demiurgo, ser o pináculo biológico-espiritual da espécie humana, os criadores por excelência.
Tolkien chama também aos elfos-ários-hiperbóreos, os “primogênitos), e Serrano, “os vindos de Vênus”, quer dizer da estrela vespertina (Eärendil), que é a mesma estrela da manhã: Galadriel, Apolo, Lúcifer, Siva, Abraxas, Quetzacoatl, etc. Dessa raça das estrelas como de novo as redefine Tolkien, dirá Serrano que eram gigantes semi-divinos, super-homens que se estabeleceram no mais longínquo norte polar. A pele branquíssima desses seres se tornava quase azul, com finíssimos cabelos de ouro pálido. Os traços delicados nas mulheres eram de uma beleza divina. Elas foram sacerdotisas (magas) cultivadoras do amor mágico. No Silmarillion Tolkien lhes dará um lugar em Arda ao noroeste do mundo, as chamadas terras ocidentais: (Valinor-Thule-Avalon-Aryana Vaiyi-Tir Na Og). Segundo Serrano esse paraíso primigênio esteve situado no antigo pólo norte e que hoje corresponderia à Antártida, (recordemos que segundo todos os mitos e as diferentes tradições, em épocas remotas o planeta revolucionou seu eixo giratório, e inverteu sua posição). Este acontecimento cataclísmico corresponderia no mito tolkeniano ao afundamento e queda de Númenor (Atlântida-Malnu-Falmar), a primeira Atlântida há por volta de 150.000 anos segundo os cômputos de Hans Hörbiger. A segunda Atlântida (a de Platão), mais insignificante, desapareceu há tão somente 12.000 anos.
A razão, segundo Serrano, pela qual jamais se encontraram restos de elfos-ários-hiperbóreos, é porque sua estrutura óssea não se encontrava ainda calcificada, pois não haviam descido ao plano animalesco e involutivo atual. Sua leviandade foi ilustrada pela tradição folclórica nas asas das fadas do mundo feérico. Pelo contrário, os restos que se hão encontrado de hominídios que a “ciência” pretende fazer nossos ancestrais, não são mais que semi-animais produto de hibridizações degeneradas em épocas antiquíssimas (orcs).
Os elfos, assim como os hiperbóreos, vivem em um paraíso onde são plantadas duas árvores: Telperion e Laurelin. Para Serrano uma é a árvore do sangue e a outra a árvore do Paraíso. De uma dessas árvores se destila o soma, a bebida da memória, o elixir da imortalidade. A lembrança de Hiperbórea sempre estará em suas mentes. Recordemos que os elfos também vivem uma constante nostalgia por seu distante “paraíso perdido”.
É curioso que tanto Tolkien como Serrano falem da melodia perfeita. Eru-ElleElla emana a criação a partir da música de seus filhos os Ainur, a música das esferas diria Serrano. Essa música com a qual foi criado o universo é tão absolutamente perfeita que nela coexiste o dualismo consonância-dissonância sem que por isso a melodia altere o apego ao tema inicial proposto por Eru-ElleElla. Para mais ou menos supor como seria essa música o único referencial que conhecemos é o gênio de Bach, o qual se aproxima bastante com o conceito de Fuga, a qual está aparentada ao sentido de perfeição e apego à transcendência. Também o tema com variações, apresenta o paradigma da criação que se repete uma e outra vez. Desde logo, como em todos os gênios, essas concepções resultam ser mais bem apropriações arquetípicas inconscientes. Por contraposição temos a obra de Melkor-Morgoth-Satã-Dagon-Cthulhu, o qual propõe uma “música” que contém somente a parte dissonante, de maneira que o que emana dela é caos, desordem e feiúra. Para nos aproximarmos um pouco à dissonância na música proposta pelo Demiurgo, somente basta nos assomarmos aos sons populares do século XX.Howard Phillip Lovecraft, um dos melhores escritores da literatura universal, chega às mesmas conclusões que Tolkien e Serrano. Lovecraft, norteamericano morto em 1937, nacionalista e racialista, mostrava em seus escritos sua apreensão em relação às raças escuras as quais denominava mutações genéticas criadas pelo Demiurgo. Lovecraft fala também de Hiperbórea, um lugar na Antártida habitado pelos primordiais elfos-ários-hiperbóreos. Essa distante pátria foi destruída por demônios grosseiros, orcs-raças escuras, das quais descendem as atuais raças escuras. Para Lovecraft o dono desse mundo é um ser ao qual chama Cthulhu, que é o próprio Demiurgo de Serrano, e o mesmo Melkor de Tolkien. Essa entidade escura é o criador, mais exatamente criador das antirraças escuras que desde a antiguidade confrontam os elfos-ários-hiperbóreos. Lovecraft também nos fala do Necronomicon, que significa literalmente livro da morte, e que não é outra coisa que a conhecida Bíblia judaico-cristã, que tem causado tanto derramamento de sangue e onde se refere a Jeová como Cthulhu.

O tema do êxodo, (o êxodo real) está também presente tanto em Tolkien como em Serrano. Quando o Demiurgo Melkor-Cthulhu-Jeová semeia o rancor e a desintegração entre os elfos-ários-hiperbóreos, se produzirá o êxodo de muitos deles para fora dos círculos das terras imperecíveis Valinor-Thule-Hiperbórea. Tolkien diz que as fileiras de elfos atravessam os gelos e chegam às terras meridionais, a Terra Média, onde estabelecem diferentes reinos. Serrano também conta sobre o êxodo dos hiperbóreos que atravessando o pólo norte chegam ao monte Elbruz e fundam Asgard no Cáucaso. Antes de entrar na Europa depositam os cimentos dos diferentes enclaves que darão início e luz às civilizações mais antigas do mundo. O conhecido êxodo judeu do antigo testamento não seria senão uma apropriação e uma cópia manipulada daquele longínquo acontecimento.

Em relação ao aparecimento das raças escuras, Tolkien e Serrano coincidem em que são obra do Demiurgo Melkor-Cthulhu-Jeová. Diz Tolkien que para os sábios de Eressea: os quendi elfos-ários-hiperbóreos, que caíram nas mãos do Demiurgo Melkor-Cthulhu-Jeová, foram postos em prisão, e pelas artes da crueldade, entenda-se manipulação genética, corrompidos e escravizados criou Melkor a antirraça dos orcs. E estes abominavam a seu amo a quem serviam com medo. Serrano diz que quando os elfos-ários-hiperbóreos, começam a se expandir pelo mundo um desses clãs, os Eber, também chamados habiru ou israilu são seduzidos e manipulados geneticamente pelo Demiurgo Melkor-Cthulhu-Jeová. A partir de então já não seriam mais ários senão judeus a serviço dessa entidade escura. Do que o mundo foi depois desse acontecimento insólito é história conhecida: uma ininterrupta luta entre os servos do Demiurgo e os demais povos.

Não nos deve surpreender que tantos autores tão distantes no tempo e no espaço hajam chegado por conta própria a conclusões similares. É possível que exista um nexo espiritual que irmane a todos estes gentios. Hoje sabemos que outro racialista, o genial Júlio Verne, escreveu “Viagem ao Centro da Terra” depois de ter acesso a uma estranha fonte de informação. Também se sabe que o fabuloso Edgar Allan Poe, racialista, sulista, foi depositário de certos mistérios herdados, quiçá na memória de sangue. Poe seria o testamenteiro de uma tradição céltica esotérica. Poe escreverá “A Balada de Arthur Gordon Pym”, personagem que é arrastado pelas correntes dos mares do sul até o pólo, até se encontrar com o gigante branco hiperbóreo emergindo da Antártida.

Conhecedores do segredo das origens de todas as civilizações e da misteriosa raça que as criou, foram autoras tão lendários como: William Morris, Lord Dunsany, E.R. Eddison, Robert E. Howard, autor de “Conan o Cimério”, “Canção da Raça” entre muitas mais. Assim como Fletcher Pratt, autor de “O Manancial do Unicórnio” e “A Estrela Azul”. Todos eles antecessores racialistas de Tolkien e Serrano.

A memória dos elfos-ários-hiperbóreos, os pais originais das atuais raças brancas e de todo princípio civilizador, se manteve guardado nas páginas de irmandades secretas, e somente saltaram à superfície através do disfarce que muito cuidadosamente lhe proporcionaram todos esses autores e poetas. Assim, é possível que Tolkien conhecera textos tão antigos quanto o Codex Wurzburg do ano 700 de nossa era. Alguns desses manuscritos lembram o livro vermelho da fronteira ocidental de Tolkien (a suposta fonte da qual procede a trilogia). Livros tais como o Leabhar Budhe Lecain (livro amarelo de Lecain), ou o Leabhar Gabhala (livro das invasões), o Leabhar Laigh Meach (livro de Leinster). Também o livro de Ballymote, reconstruído por Michael O’Cleary por volta do ano 1630. Todos eles falam dos Tuatha de Dannan (filhos da deusa Danú), povo que em sua travessia, a qual é uma cópia em papel carbono da história dos Eldar, entram na Europa procedentes do Cáucaso através das ilhas gregas no Egeu; tendo fundado Tróia e Esparta, são os antepassados dos povos do Peloponeso e do posterior esplendor grego. Não obstante, já com anterioridade, outras migrações deixaram para trás de si sua pegada nas culturas mesopotâmica, egípcia e cretense. Este périplo o menciona Leonard Cottrell em seu livro “Cidades Perdidas”. Também se refere à grande viagem dos Tuatha de Dannan o célebre Robert Graves em seu livro “A Deusa Branca”.

Quiçá o mais explícito à hora de se referir ao tema da primigênia raça hiperbórea fora o escritor inglês Edward Bulwer Lytton, poeta, dramaturgo, político e professor da universidade de Cambridge. Morre em 1873. Entre suas obras mais conhecidas figura: “Os últimos dias de Pompeia” e “Rienzi”. Porém é em “A Raça Futura”, onde Lord Lytton prediz a aniquilação dos povos da superfície da terra, infectados pela mestiçagem e pelo mulatismo, às mãos dos habitantes do interior de nosso planeta. Essa limpeza por parte dos que Serrano chama de Wildes Heer (O Exército Furioso de Odin) estaria comandada pelo Avatar, o Cavaleiro Branco. São os que na última batalha dos Campos de Pelennor da trilogia de Tolkien se convertem nos Rohirrim acudindo em ajuda aos últimos povos brancos (gondorianos) sitiados pelas antirraças de cor. O avatar da Quarta Era, o cavaleiro branco Gandalf, estará à frente de todos eles e os conduzirá à vitória.

É muito possível também que todos esses autores, ou ao menos alguns deles, conheceram ou se apoiaram um estranho livro; mais bem um antiquíssimo manuscrito encontrado na Holanda em 1871, o Oera Linda. Muitas de suas páginas aparecem em uma escrita desconhecida, em aparência rúnica. Sua última publicação, já que parece ser um texto transcrito através de incontáveis gerações, é do professor Hans J. Los, “Die Ura-Linda Hanschriften als Geschichsquelle”. O livro termina explicando que foi escrito em Liuwert no ano 3449 depois da Queda de Atland-Helgoland (Númenor).

Outro tema recorrente, tanto que se torna sagrado, e quiçá de fato seja o mais caro aos olhos de seus autores, é o referente à imagem da árvore. E entre todos os escritores antes mencionados, ninguém como Tolkien insistiu tanto sobre este elemento. A árvore branca, o tronco racial da grande família ária. Em Tolkien essa árvore se remonta como ramos sem brotos, quase como veias de um corpo integral; até as raízes de sua origem ancestral e distante. Quando, por exemplo, Aragorn ascende ao trono de Gondor, o faz porque é o herdeiro do sangue mais antigo e então se pode estabelecer um vínculo com seu passado racial. Aragorn é rei porque seu sangue é o mais puro, e este fato faz com que todas as suas outras virtudes se deem como consequência.

Como é de se supor as semelhanças entre as obras de Tolkien e Serrano, assim como com as dos demais gênios inspirados da “literatura fantástica”, não terminam aqui. Muito pelo contrário apenas tocamos alguns tópicos em comum. O resto fica aberto ao público, e acima de tudo a certo tipo de leitor em particular; esse que, sem sabê-lo, possui a memória do sangue e pode em determinado momento recordar o que está lendo.

Em todo caso o fenômeno Tolkien quiçá seja a última tentativa do mito arquetípico do inconsciente coletivo da raça branca por chamar às fileiras seus últimos filhos, os ramos da grande árvore branca. E é que ante um fenômeno tão contundente como o Senhor dos Anéis muitos calham de acudir a ele. A maioria é cegada pelo esplendor e encanto mágico de uma fabulosa história, porém nada mais. Outros, por razões óbvias, não encontram vínculo algum nem afinidade com tal ordem de coisas. Por último estão os menos, os que enquanto leem ouvem o chifre de Rohan chamando desde os gelos da Antártida.

Ao finalizar usaremos os termos do próprio Miguel Serrano para definir o conceito de livro inspirado. Mais além do deleite superficial e o prazer ante “uma maravilhosa história”, ou um “grandioso filme”, que é o único que parece motivar à maioria dos seguidores de Tolkien, se encontra uma mensagem que não está racionalizada na trilogia, e em geral nas demais obras de Tolkien. Dita mensagem se encontra envolta em matéria mágica: é símbolo. Por tanto somente pode ser captada pelo coração, pela intuição, pela memória de sangue. E desperta, por assim dizer, na alma do leitor, para quem o livro chegou devagar “como ladrão na noite” abrindo caminho através de espessas sombras de esquecimento e penitência”. Diz Serrano se referindo aos livros de seu amigo Hermann Hesse: “Como acontece com os homens, assim sucede também com os livros. Há um destino para eles, são como guiados aos seres que os esperam, chegando na hora precisa. Eles vivem, morrem e reencarnam; estão construídos de matéria palpitante, que busca e se abre passagem através das sombras e das espessuras muitas vezes mais além do tempo e de seus autores”.

O texto abaixo não retrata necessariamente a visão do #ExiladoLivros mas como sempre gostamos de uma boa discussão. Comente abaixo SUA OPINIÃO:

Fonte: Menelvagor

1 comentário em “J.R.R. Tolkien e o RacismoAdicione o seu →

  1. Como eu escrevi no Twitter, o Tolkien era de um mundo e de uma realidade completamente diversa da nossa, em que as pessoas acreditavam na superioridade de raças ou povos muito mais do que hoje em dia, até com o aval de cientistas! Difícil julgá-lo!

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