Imagens da África – Alberto da Costa e Silva (Org.)

Imagens da África – Alberto da Costa e Silva (Org.)

Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, o historiador, poeta e acadêmico Alberto da Costa e Silva é especialista na história e na cultura da África. Autor e organizador de diversos livros sobre esses temas, em Imagens da África Costa e Silva reúne textos de mais de oitenta autores sobre o continente e suas numerosas civilizações. De Heródoto (séc. V a.C.) aos prepotentes funcionários do Império Britânico (século XIX), o autor de Um rio chamado Atlântico (2003) seleciona passagens marcantes da impressionante bibliografia pesquisada ao longo de mais de sessenta anos de estudos. O volume traz, ainda, preciosas imagens e desenhos das épocas tratadas.
Como afirma Costa e Silva na introdução ao volume, os africanos nem sempre foram vítimas dos estereótipos racistas que, desde a expansão imperialista das potências europeias, a partir do século xv, continuam a prejudicar a compreensão de sua imensa diversidade cultural. Apesar da curiosa persistência de elementos lendários, os registros acumulados por chineses e árabes ao longo dos séculos – e mesmo por cronistas ocidentais simpáticos à causa antiescravista – reverenciam as complexas formas de organização familiar e política dos nativos; seus elaborados costumes religiosos; suas engenhosas produções artísticas, além da bravura militar de seus combatentes. Um vislumbre da inestimável riqueza humana dizimada pelos horrores da escravidão transparece nos relatos de mercadores, exploradores e missionários que constituíam as principais fontes das representações da África até o século XIX.

Um dos mais respeitados intelectuais brasileiros, o historiador, poeta e acadêmico Alberto da Costa e Silva é especialista na história e na cultura da África. Autor e organizador de diversos livros sobre esses temas, em Imagens da África Costa e Silva reúne textos de mais de oitenta autores sobre o continente e suas numerosas civilizações. De Heródoto (séc. V a.C.) aos prepotentes funcionários do Império Britânico (século XIX), o autor de Um rio chamado Atlântico (2003) seleciona passagens marcantes da impressionante bibliografia pesquisada ao longo de mais de sessenta anos de estudos. O volume traz, ainda, preciosas imagens e desenhos das épocas tratadas.
Como afirma Costa e Silva na introdução ao volume, os africanos nem sempre foram vítimas dos estereótipos racistas que, desde a expansão imperialista das potências europeias, a partir do século xv, continuam a prejudicar a compreensão de sua imensa diversidade cultural. Apesar da curiosa persistência de elementos lendários, os registros acumulados por chineses e árabes ao longo dos séculos – e mesmo por cronistas ocidentais simpáticos à causa antiescravista – reverenciam as complexas formas de organização familiar e política dos nativos; seus elaborados costumes religiosos; suas engenhosas produções artísticas, além da bravura militar de seus combatentes. Um vislumbre da inestimável riqueza humana dizimada pelos horrores da escravidão transparece nos relatos de mercadores, exploradores e missionários que constituíam as principais fontes das representações da África até o século XIX.

Sobre Alberto da Costa e Silva (Org.)

Nasceu em São Paulo em 1931. É poeta, historiador e membro da Academia Brasileira de Letras. Um dos mais importantes intelectuais brasileiros e especialista na cultura e na história da África. Publicou diversos livros sobre o assunto, como A enxada e a lança (1992), A manilha e o libambo (2002), Um rio chamado Atlântico (2003) e Francisco Félix de Souza, mercador de escravos (2004). Escreveu Castro Alves, um poeta sempre jovem (2006), para a coleção Perfis Brasileiros, da Companhia das Letras. Também é autor de livros infantojuvenis, como Um passeio pela África (2006) e A África explicada aos meus filhos (2008). Em 2009, publicou O quadrado amarelo, que reúne textos sobre arte e literatura, cruzando referências populares e eruditas, recorrendo à memória e às suas experiências de viagem. Além dos Poemas reunidos (2000), publicou dois volumes de memórias, Espelho do Príncipe (1994) e Invenção do desenho (2007). Entre os prêmios e distinções que recebeu estão os títulos de doutor honoris causa pela Universidade Obafemi Awolowo (ex-Universidade de Ifé, Nigéria, 1986) e pela Universidade Federal Fluminense (2009) e o prêmio Juca Pato de Intelectual do Ano (2003) da União Brasileira de Escritores. Ao lado de Lilia Moritz Schwarcz, desde 2008 dirige a coleção das obras completas de Jorge Amado para a Companhia das Letras.

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