Histórias curtas – Rubem Fonseca

Histórias curtas – Rubem Fonseca

Há quem diga que nos menores frascos estão os melhores perfumes e que de médico e louco todo mundo tem um pouco. O que uma coisa tem a ver com outra? Nada. Mas o novo livro de Rubem Fonseca parece apostar nas duas máximas. Se o conto é, por definição, uma narrativa curta, uma célula dramática, aqui isso foi levado às últimas consequências, optando-se pela extrema concisão nas quase quarenta histórias que agora chegam a público. Estas “Histórias curtas”, por vezes curtíssimas, tratam de assuntos também extremos, como a velhice, o excesso de peso e todo tipo de decadência humana — tema que vem sendo explorado pelo autor em seus últimos livros. Novidade mesmo é a ênfase toda especial dada à loucura e às suas variadas nuances. Esquizofrênicos que tomam choque elétrico, um sujeito que se apaixona por uma árvore, um palhaço que destrambelhou, gente que se sente perseguida e é internada compulsoriamente por apresentar uma desordem mental qualquer são os personagens mais recorrentes desta coletânea.Prestes a completar noventa anos de vida, Rubem Fonseca parece estar sempre disposto a procurar novos temas e formas de fazer o que ele faz melhor: escrever bons contos, aumentando ou diminuindo suas histórias.

Há quem diga que nos menores frascos estão os melhores perfumes e que de médico e louco todo mundo tem um pouco. O que uma coisa tem a ver com outra? Nada. Mas o novo livro de Rubem Fonseca parece apostar nas duas máximas. Se o conto é, por definição, uma narrativa curta, uma célula dramática, aqui isso foi levado às últimas consequências, optando-se pela extrema concisão nas quase quarenta histórias que agora chegam a público. Estas “Histórias curtas”, por vezes curtíssimas, tratam de assuntos também extremos, como a velhice, o excesso de peso e todo tipo de decadência humana — tema que vem sendo explorado pelo autor em seus últimos livros. Novidade mesmo é a ênfase toda especial dada à loucura e às suas variadas nuances. Esquizofrênicos que tomam choque elétrico, um sujeito que se apaixona por uma árvore, um palhaço que destrambelhou, gente que se sente perseguida e é internada compulsoriamente por apresentar uma desordem mental qualquer são os personagens mais recorrentes desta coletânea.Prestes a completar noventa anos de vida, Rubem Fonseca parece estar sempre disposto a procurar novos temas e formas de fazer o que ele faz melhor: escrever bons contos, aumentando ou diminuindo suas histórias.

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