HELL PARIS – 75016 – Lolita Pille

HELL PARIS – 75016 – Lolita Pille

Lolita Pille escreve sem pudor sobre o mundo ao seu redor. Retrato sincero e devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, Hell poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe para quem o mundo se divide em duas categorias: “nós” e “vocês”. Uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso. Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante, detestável sob todos os aspectos que se define logo na primeira frase do livro como “uma putinha, daquelas mais insuportáveis, da pior espécie”. Assumidamente frívola e preconceituosa, ela gasta diariamente em butiques de luxo mais do que o salário mensal da maioria dos leitores do livro. Niilista, despreza a humanidade, e seu único credo é “seja bela e consumista”. Todos os sonhos que o dinheiro pode comprar estão à sua disposição, incluindo drogas legais e ilegais. Faz amor sem amor e resume sua vida assim: “Aos 14 anos entrei numa boate e nunca mais saí”. Em sua narrativa nervosa quase não há trama, porque Hell e suas amigas vivem um presente perpétuo, uma sucessão de prazeres cujo sentido está nas aparências e na superfície das coisas. À primeira vista, elas têm um cartão de crédito no lugar do cérebro, um aspirador no lugar do nariz – e no lugar do coração um vazio. Sua identidade reside nos signos exteriores da riqueza e do status social. Sem suas bolsas de grife, elas perdem o equilíbrio.

HELL PARIS - 75016 - Lolita PilleLolita Pille escreve sem pudor sobre o mundo ao seu redor. Retrato sincero e devastador da juventude rica e consumista de Paris, que preenche suas vidas com sexo, álcool, drogas e roupas de grife, Hell poderia se passar em qualquer grande cidade do mundo, pois espelha os valores e o comportamento de uma classe para quem o mundo se divide em duas categorias: “nós” e “vocês”. Uma classe que, sem encontrar limites para o prazer, vive o angustiante vazio do excesso. Hell, pseudônimo da narradora, é uma garota rica, fútil e arrogante, detestável sob todos os aspectos que se define logo na primeira frase do livro como “uma putinha, daquelas mais insuportáveis, da pior espécie”. Assumidamente frívola e preconceituosa, ela gasta diariamente em butiques de luxo mais do que o salário mensal da maioria dos leitores do livro. Niilista, despreza a humanidade, e seu único credo é “seja bela e consumista”. Todos os sonhos que o dinheiro pode comprar estão à sua disposição, incluindo drogas legais e ilegais. Faz amor sem amor e resume sua vida assim: “Aos 14 anos entrei numa boate e nunca mais saí”. Em sua narrativa nervosa quase não há trama, porque Hell e suas amigas vivem um presente perpétuo, uma sucessão de prazeres cujo sentido está nas aparências e na superfície das coisas. À primeira vista, elas têm um cartão de crédito no lugar do cérebro, um aspirador no lugar do nariz – e no lugar do coração um vazio. Sua identidade reside nos signos exteriores da riqueza e do status social. Sem suas bolsas de grife, elas perdem o equilíbrio.