Grisalha: Poeira e poder do tempo – Georges Didi-Huberman

Grisalha: Poeira e poder do tempo – Georges Didi-Huberman

Nas oito séries paradigmáticas que propõe, Georges Didi-Huberman percorre as formas, as transformações, as funções e usos, ao longo do tempo, da grisalha, interrogando os efeitos psíquicos e críticos que esta suscita. A grisalha constitui uma singularidade da arte, uma sequência heterogénea e anacrónica de processos expressivos, o nome de um dispositivo onde ocorre a intensificação e o estranhamento de figuras e de imagens. Aqui, têm lugar a baixa materialidade, a poeira, a figuração diáfana da cor, a palidez (mas não a ausência de cor) associada às formas do antigo, o virtuosismo do trompe l’œil, a aparição crepuscular, o reino do sonho e dos fantasmas e, ainda, o assombramento temporal que sobrevive nas formas-de-pathos do moderno e da contemporaneidade. Em cada secção propõe-se um singular plano interpretativo cujas variantes imaginais e temporais permitem conectar novas e inusitadas relações entre efeitos materiais e passionais, entre figuras e pathos, entre configurações visuais e consequências emotivas. O carácter específico do monocromatismo, da descoloração, da pulverização, associa-se assim à usura, à passagem do tempo, às cinzas, mas também ao luto, ao desejo, à encarnação, ao ar, à impessoalidade das forças, à inquietante estranheza, ao desespero, à melancolia e ao ensombramento sintomático daquilo que cai e se acumula. Lição fundamental daquilo que faz o tempo e dá cor ao tempo. A partir da experiência artística da grisalha, da diversidade da sua condição material e expressiva, remonta-se à dimensão sensível e temporal que constitui o âmago das suas próprias transformações.

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Nas oito séries paradigmáticas que propõe, Georges Didi-Huberman percorre as formas, as transformações, as funções e usos, ao longo do tempo, da grisalha, interrogando os efeitos psíquicos e críticos que esta suscita. A grisalha constitui uma singularidade da arte, uma sequência heterogénea e anacrónica de processos expressivos, o nome de um dispositivo onde ocorre a intensificação e o estranhamento de figuras e de imagens. Aqui, têm lugar a baixa materialidade, a poeira, a figuração diáfana da cor, a palidez (mas não a ausência de cor) associada às formas do antigo, o virtuosismo do trompe l’œil, a aparição crepuscular, o reino do sonho e dos fantasmas e, ainda, o assombramento temporal que sobrevive nas formas-de-pathos do moderno e da contemporaneidade. Em cada secção propõe-se um singular plano interpretativo cujas variantes imaginais e temporais permitem conectar novas e inusitadas relações entre efeitos materiais e passionais, entre figuras e pathos, entre configurações visuais e consequências emotivas. O carácter específico do monocromatismo, da descoloração, da pulverização, associa-se assim à usura, à passagem do tempo, às cinzas, mas também ao luto, ao desejo, à encarnação, ao ar, à impessoalidade das forças, à inquietante estranheza, ao desespero, à melancolia e ao ensombramento sintomático daquilo que cai e se acumula. Lição fundamental daquilo que faz o tempo e dá cor ao tempo. A partir da experiência artística da grisalha, da diversidade da sua condição material e expressiva, remonta-se à dimensão sensível e temporal que constitui o âmago das suas próprias transformações.

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