Fumaça Humana: O Início da Segunda Guerra, O Fim da Civilização – Nicholson Baker

Fumaça Humana: O Início da Segunda Guerra, O Fim da Civilização – Nicholson Baker

Numa prosa extremamente original – encadeada a partir de pequenos blocos narrativos independentes centrados na citação de documentos -, Nicholson Baker revisa mitos e desconstrói verdades elaboradas pela ideologia dos vencedores. Sem jamais relativizar a barbárie nazista – e também o lado patético de lideranças do Terceiro Reich – Baker recupera verdades dolorosas, como o disseminado antissemitismo na Europa e nos Estados Unidos do entreguerras e a tergiversação da Inglaterra e da França, que num primeiro momento preferiram enxergar a Alemanha como o fiel da balança contra o avanço soviético no continente – culminando no desastroso Tratado de Munique, que concedeu os Sudetos à Alemanha nazista e deu vazão aos delírios imperiais de Hitler. Na parte talvez mais surpreendente do livro, Baker procura também entender como o povo alemão aceitou placidamente um governo insano. Ao contrário da suposta adesão em massa ao nazismo, sobrepõem-se citações mostrando que grande parcela da população alemã não acreditava realmente na radicalização do regime (incluindo judeus de destaque, como banqueiros, grandes empresários e até Albert Einstein), e caiu nas trevas antes por embotamento do que por identidade de opiniões, ou mesmo submissão forçada.

Numa prosa extremamente original – encadeada a partir de pequenos blocos narrativos independentes centrados na citação de documentos -, Nicholson Baker revisa mitos e desconstrói verdades elaboradas pela ideologia dos vencedores. Sem jamais relativizar a barbárie nazista – e também o lado patético de lideranças do Terceiro Reich – Baker recupera verdades dolorosas, como o disseminado antissemitismo na Europa e nos Estados Unidos do entreguerras e a tergiversação da Inglaterra e da França, que num primeiro momento preferiram enxergar a Alemanha como o fiel da balança contra o avanço soviético no continente – culminando no desastroso Tratado de Munique, que concedeu os Sudetos à Alemanha nazista e deu vazão aos delírios imperiais de Hitler. Na parte talvez mais surpreendente do livro, Baker procura também entender como o povo alemão aceitou placidamente um governo insano. Ao contrário da suposta adesão em massa ao nazismo, sobrepõem-se citações mostrando que grande parcela da população alemã não acreditava realmente na radicalização do regime (incluindo judeus de destaque, como banqueiros, grandes empresários e até Albert Einstein), e caiu nas trevas antes por embotamento do que por identidade de opiniões, ou mesmo submissão forçada.

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