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Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus “parentes televisivos”, enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. “Fahrenheit 451” é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

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60 comentários em “Fahrenheit 451 – Ray BradburyAdicione o seu →

  1. Li Fahrenheit 451 há pouco tempo. O livro é muito bom, assim como os romances distópicos de Aldous Huxley e George Orwell. Parabéns pelo site! Obrigada por compartilhar obras tão magníficas!

  2. Rapaz, poste todos do Bradbury, prosa maravilhosa, não só como ficção mas também como literatura, daquela escola de: depois de escrever o texto, retire tudo que não for essencial! o homem é de uma coesão impressionante.

  3. Esse é obrigatório. Para ser lido em sequência com a coleção "distopias" – 1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451.

    Aproveite que a biblioteca do exilado tem todos e leia.

  4. Esse foi o primeiro livro do Bradbury que li. Na época estava lendo os livros que alguns atribuem ser os pilares da ficção científica moderna: 1984, Admirável mundo novo, Eu robô e Fahrenheit 451.

    Como todo bom leitor que gosta do que acabou de ler, emprestei o livro para um amigo e ele acabou se perdendo nas brumas do tempo…

    Muito bom encontrar esse excelente livro por aqui!

    Recomendo fortemente para quem estiver em dúvida se deve baixar ou não. Aliás, recomendo qualquer coisa escrita pelo grande Ray Bradbury.

  5. Excelente livro esse daí. Obrigatório, ao lado da tríade distópica famosa "1984/Laranja mecânica/Admirável mundo novo".

    Li recentemente, após ver o filme de Truffaut. O controle de gostos e opiniões e sua padronização – não apenas pelo poder estatal – lembra bastante "Admirável mundo novo".

    Belo post. vlw

  6. A história desse livro é fascinante, prende a pessoa até o fim. Assisti ao filme alguns anos atrás e agora com o compartilhamento do Exilado vou (re)explorar a história sob outra perspectiva. Aproveito para sugerir a publicação de mais histórias que reflitam sobre a importância dos livros e da leitura no mundo contemporâneo.

    Mais uma vez, obrigado Exilado! Abração!

  7. Esse é um dos RAROS casos em que eu vou ler o livro após ver o filme… Até me arrependi um pouco de ter seguido esse caminho, porque adorei o filme e fiquei com MUITA vontade de ler… Vamos lá, geralmente o livro é melhor, então acredito q não vou me dar mau. O tema é mesmo muito interessante.

  8. Leitura quase obrigatoria……. como curiosidade… Farenheit 451 é a temperatura em que o papel pega fogo….. alusão a queima de livros imposta pelo estado totalitário.

  9. Muito bom. Um dos mais famosos livro do Bradbury, e como vários já disseram, virou filme na mão de François Truffaut, em 1966 (http://www.imdb.com/title/tt0060390/).

    Sinopse:

    "Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. Agora, o título de Bradbury, que morreu recentemente, em 6 de junho de 2012, ganhou nova edição pela Biblioteca Azul, selo de alta literatura e clássicos da Globo Livros, e atualização para a nova ortografia.

    A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da “indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, segundo as palavras do jornalista Manuel da Costa Pinto, que assina o prefácio da obra. Graças a esta percepção, Fahrenheit 451 continua uma narrativa atual, alvo de estudos e reflexões constantes.

    O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.

    Fahrenheit 451 tornou-se um clássico não só na literatura, mas também no cinema. Em 1966, o diretor François Truffaut adaptou o livro e lançou o filme de mesmo nome estrelado por Oskar Werner e Julie Christie."

    Fonte: Globo Livros (http://globolivros.globo.com/busca_detalhesprodutos.asp?pgTipo=CATALOGO&idProduto=1599)

  10. Gosto muito desse livro. É uma excelente crítica não só às sociedades totalitárias quanto à massificação da cultura. Sempre que o vejo eu lembro da frase do Heinrich Haine "Onde se queimam livros, acabarão, por fim, queimando também pessoas". ("Dort, wo man Bücher verbrennt, verbrennt man auch am Ende Menschen.) E sempre me pergunto, no final, que livro eu tentaria guardar na memória. Acho que seria Macbeth…

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