Fábulas completas – Esopo

Fábulas completas – Esopo

A obra apresenta a tradução das 358 fábulas atribuídas a Esopo. É a primeira tradução em português feita diretamente do original grego. No Brasil, são muito conhecidas as fábulas escritas pelo poeta latino Fedro (século I d.C.) e pelo poeta francês La Fontaine (século XVII), que se inspiraram na obra de Esopo. Na década de 1920, coube a Monteiro Lobato o papel de grande divulgador e recriador das fábulas, com seu livro Fábulas, com personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A fábula veio do conto, que, por sua vez, existe desde a mais remota antiguidade. A diferença entre eles não é que o conto relata fatos humanos e a fábula, pequenas histórias de animais. Há muitos contos populares que falam de homens e animais, enquanto a fábula relata fatos acontecidos a deuses, homens, animais e seres inanimados. A fábula diferencia-se do conto quando o seu contador tira do fato narrado uma lição de moral. A fábula teria nascido provavelmente na Ásia Menor e daí teria passado pelas ilhas gregas, chegando ao continente helênico. Há registros sobre fábulas egípcias e hindus, mas sua criação é atribuída à Grécia, pois é onde a fábula passa a ser considerada um tipo específico de gênero literário. Os primeiros exemplos de fábulas gregas datam do século VIII a.C., o que mostra que Esopo não foi o inventor do gênero, mas sim o mais conhecido fabulista da antiguidade. Um dado curioso na história da transmissão das fábulas é que, na Idade Média, a importância que se dava à lição de moral das histórias era tamanha que os copistas costumavam escrevê-la com letras vermelhas ou douradas, enquanto o texto era em preto. Algumas vezes, entretanto, o copista deixava em branco o espaço destinado à lição de moral, começando novo texto em preto para, mais tarde, usar a tinta vermelha ou dourada de uma só vez. Com isso, em raríssimos casos de esquecimento, foram omitidas em algumas fábulas as respectivas lições de moral.

Fábulas completas - EsopoA obra apresenta a tradução das 358 fábulas atribuídas a Esopo. É a primeira tradução em português feita diretamente do original grego. No Brasil, são muito conhecidas as fábulas escritas pelo poeta latino Fedro (século I d.C.) e pelo poeta francês La Fontaine (século XVII), que se inspiraram na obra de Esopo. Na década de 1920, coube a Monteiro Lobato o papel de grande divulgador e recriador das fábulas, com seu livro Fábulas, com personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A fábula veio do conto, que, por sua vez, existe desde a mais remota antiguidade. A diferença entre eles não é que o conto relata fatos humanos e a fábula, pequenas histórias de animais. Há muitos contos populares que falam de homens e animais, enquanto a fábula relata fatos acontecidos a deuses, homens, animais e seres inanimados. A fábula diferencia-se do conto quando o seu contador tira do fato narrado uma lição de moral. A fábula teria nascido provavelmente na Ásia Menor e daí teria passado pelas ilhas gregas, chegando ao continente helênico. Há registros sobre fábulas egípcias e hindus, mas sua criação é atribuída à Grécia, pois é onde a fábula passa a ser considerada um tipo específico de gênero literário. Os primeiros exemplos de fábulas gregas datam do século VIII a.C., o que mostra que Esopo não foi o inventor do gênero, mas sim o mais conhecido fabulista da antiguidade. Um dado curioso na história da transmissão das fábulas é que, na Idade Média, a importância que se dava à lição de moral das histórias era tamanha que os copistas costumavam escrevê-la com letras vermelhas ou douradas, enquanto o texto era em preto. Algumas vezes, entretanto, o copista deixava em branco o espaço destinado à lição de moral, começando novo texto em preto para, mais tarde, usar a tinta vermelha ou dourada de uma só vez. Com isso, em raríssimos casos de esquecimento, foram omitidas em algumas fábulas as respectivas lições de moral.