Ernesto Geisel – Maria Celina D’Araújo, Celso Castro

Ernesto Geisel – Maria Celina D’Araújo, Celso Castro

O general Ernesto Geisel não recebia jornalistas. Muito menos expressava suas opiniões políticas além do círculo íntimo formado por alguns amigos e ex-colaboradores de seu governo. Assim, não chega a ser surpreendente que seu longo depoimento a Maria Celina D’Araújo e Celso Castro investigadores do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getúlio Vargas tenha chamado tanta atenção do público não universitário. Problema diferente, no entanto, é explicar por que o livro Ernesto Geisel, não obstante seus méritos inegáveis, tornou-se um dos mais vendidos do país.

A entrevista conduzida por D’Araújo e Castro faz parte do amplo projeto empreendido pelo Cpdoc visando resgatar a “memória militar” sobre o regime de 1964. Desse esforço comum já haviam surgido três títulos, dos mesmos autores, em colaboração com Glaucio Ary Dillon Soares, todos publicados pela editora Relume-Dumará: Visões do golpe (1994), Os anos de chumbo (1994) e A volta aos quartéis (1995). A opção por publicar um volume em separado com a entrevista do general-presidente na íntegra deveu-se à avaliação de que as declarações ali contidas representariam” o que Geisel quis deixar como testemunho para a posteridade” (p. 10), já que o livro só deveria aparecer depois que o próprio desaparecesse. Mas como não existe um auditório universal, poderíamos também acrescentar que seu depoimento, além do valor histórico inegável, deveria servir para outro fim, mais político: ajustar as contas com amigos e inimigos, principalmente.

O general Ernesto Geisel não recebia jornalistas. Muito menos expressava suas opiniões políticas além do círculo íntimo formado por alguns amigos e ex-colaboradores de seu governo. Assim, não chega a ser surpreendente que seu longo depoimento a Maria Celina D’Araújo e Celso Castro investigadores do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getúlio Vargas tenha chamado tanta atenção do público não universitário. Problema diferente, no entanto, é explicar por que o livro Ernesto Geisel, não obstante seus méritos inegáveis, tornou-se um dos mais vendidos do país.

A entrevista conduzida por D’Araújo e Castro faz parte do amplo projeto empreendido pelo Cpdoc visando resgatar a “memória militar” sobre o regime de 1964. Desse esforço comum já haviam surgido três títulos, dos mesmos autores, em colaboração com Glaucio Ary Dillon Soares, todos publicados pela editora Relume-Dumará: Visões do golpe (1994), Os anos de chumbo (1994) e A volta aos quartéis (1995). A opção por publicar um volume em separado com a entrevista do general-presidente na íntegra deveu-se à avaliação de que as declarações ali contidas representariam” o que Geisel quis deixar como testemunho para a posteridade” (p. 10), já que o livro só deveria aparecer depois que o próprio desaparecesse. Mas como não existe um auditório universal, poderíamos também acrescentar que seu depoimento, além do valor histórico inegável, deveria servir para outro fim, mais político: ajustar as contas com amigos e inimigos, principalmente.

1 comentário em “Ernesto Geisel – Maria Celina D’Araújo, Celso CastroAdicione o seu →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *